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Novos negócios, novos mercados

Na capa, o CEO da AJS, Luís Silva, revela como tudo aconteceu até a empresa atingir uma facturação anual de 60 milhões USD

A terceira semana do mês de Maio encerrou com uma notícia merecedora de destaque, sobretudo pelo período que se vive. A escassez de divisas põe em risco a continuidade de diversos projectos empresariais pelo que a diversificação das exportações é meritória. Retomou-se a exportação da banana para a Europa, no caso Portugal, 40 anos depois. Foram cerca de 17 toneladas e os cálculos mais optimistas fixam em cerca de 12 mil euros ( cerca de 13,5 mil dólares) a receita. Nada se compararmos com as necessidades de divisas necessárias por um país excepcionalmente importador. Nada se compararmos com as 649 mil toneladas exportadas por África em 2012/2013. Mas alguma coisa, se considerarmos a possibilidade de este valor ser automaticamente convertidos em adubos e outros meios necessários para a produção das mesmas 17 toneladas que poderiam estar comprometidas pela impossibilidade de transferência das divisas, como tem estado a acontecer com muitos empresários. Pouco, mas é necessário começar. Um acontecimento que nos remete à edição de julho passado,da revista. Na ocasião motivamos a discussão sobre o que falta para apostar-se na exportação da banana face aos níveis de produção. Houve consenso entre os especialistas do sector segundo o qual é necessário aumentar a qualidade do produto e dos serviços de apoio. Desafios que a fazenda agro-industrial Bacilin se propõe a enfrentar. Desafio, visão e ambição são, entre outros, os atributos que também se enquadram no artigo de capa da presente edição.
A história de crescimento e expansão do grupo AJS, actualmente uma referência no negócio de transporte e logística no País e que, recentemente, se estreou na produção petrolífera. O CEO, Luís Silva, revela como tudo aconteceu até a empresa atingir uma facturação anual equivalente a 60 milhões de dólares. Encontra ainda um dossier sobre o potencial das sociedades de microcrédito. Uma certeza: é considerável o desconhecimento sobre o papel destas sociedades, pois só assim se entende o facto de muitos trabalhadores fazerem recurso às kinguilas quando precisam de um microfinanciamento. Uma sugestão: a realidade do País leva a crer ser necessária a revisão em alta do valor de 1 milhão de kwanzas como o máximo permitido para o crédito.
Nesta edição não perca ainda a entrevista a Laginha de Sousa, ex-presidente da bolsa Euronext Lisbon com ensinamentos acerca do mercado de capitais e um extenso artigo sobre os produtos do programa ‘Feito em Angola’.

César Silveira
Director da Rumo

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