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Diversificar as fontes de energia no País

Recursos hídricos e gás natural devem garantir 83% da electricidade produzida até 2025

Até 2025, 62% da electricidade gerada deverão ter origem em recursos hídricos (renováveis) e 20% em gás natural (não renovável), através de barragens e instalação de centrais de ciclo combinado ao longo do litoral do País, em Cabinda, Benguela e Namibe. Depois da água, o gás natural é o segundo maior recurso natural disponível no País para a produção de electricidade. O mais incompreensível é que o País é o segundo maior produtor de petróleo da África Subsaariana, mas o gás natural – que resulta desta mesma exploração petrolífera – não está ainda a ser devidamente aproveitado: continua a ser queimado ou injectado de novo nos poços.

É desta constatação e da necessidade de diversificar as fontes de energia que surge o plano de desenvolvimento do sector eléctrico, com que se quer, até 2025, elevar a capacidade de produção instalada a cerca de nove mil megawatts (MW).

O plano canaliza 29 mil milhões de dólares para a construção de barragens e o restante para o gás natural.
A provar que é possível aumentar a percentagem de electricidade gerada por fontes renováveis está o caso de Portugal, que passou de 23% em 2013 para 48% em 2015. Com isso consegue duas coisas: poupança na factura da electricidade dos consumidores e redução da importação de petróleo, gás e carvão. Em Maio passou-se algo inédito: durante quatro dias e meio seguidos o consumo de electricidade em Portugal foi 100% assegurado por fontes renováveis, atingindo um “recorde nacional” neste século.

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