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Alemanha e Reino Unido querem regras apertadas na banca

Risco de resgate em causa

Alemanha e Reino Unido querem que a União Europeia adopte regras mais exigentes de redução do risco de resgate aos maiores bancos sistémicos mundiais, ao contrário do que defendem França e Itália. Segundo noticia a Bloomberg, os governos de Berlim e de Londres estão a negociar uma posição conjunta que defende que as regras mais exigentes definidas pelo Conselho de Estabilidade Financeira do G20 devem ser implementadas rapidamente pela União Europeia.

Em Novembro, o Financial Stability Board (FSB, na sigla em inglês) determinou que os 30 maiores bancos de todo o mundo considerados sistémicos contem a partir de 1 de Janeiro de 2016 com uma “almofada anticrise” que cubra 16% dos seus activos ponderados pelo risco, mas também que a partir de 1 de Janeiro de 2022 esta percentagem, conhecida como “total loss absorbing capacity” (TLAC) – a capacidade de cumprir compromissos em caso de falência — suba para 18%.

A União Europeia está a debater como incorporar as regras da TLAC tendo em conta as próprias regras europeias. “A transposição dos padrões da TLAC é o teste decisivo para saber se realmente queremos implementar com credibilidade a regra do ‘bail-in’ [resgate interno]”, defendem os governos alemão e britânico, considerando que esse é um “compromisso global que deve ser respeitado”, segundo o documento obtido pela Bloomberg.

A Alemanha e o Reino Unido consideram que a União Europeia deve assumir como obrigatórias as regras da TLAC apenas para os maiores bancos (os 30 que a FSB prevê), rejeitando assim uma proposta de França e de Itália que sugeria que o limite mínimo da TLAC fosse a exigência padrão que só poderia ser agravada em casos excepcionais.

Cinco dos maiores bancos sistémicos mundiais têm sede em Berlim e Londres, incluindo o grupo HSBC e o Deutsche Bank.

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