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Empreender não é para todos… mas é disso que o País precisa

Sobreviver à crise, seja em Angola, Brasil, Moçambique ou Portugal, é uma preocupação de todos. No caso do Brasil, que vive momentos conturbados e uma profunda crise política e até de valores, foi lançado um livro que chamou a minha atenção. O título, O Filho da Crise,foi escrito por Marco Stefanini, fundador e mentor da empresa tecnológica Stefanini.

O autor, que lidera esta multinacional brasileira privada com presença em 37 países, identifica alguns factores chave a ter em conta por quem se decide a empreender em momentos que apelida de “tempestade perfeita”.Eu não acredito em fórmulas mágicas, mas sim na partilha de conhecimento e, acima de tudo, de experiência feita. Por isso decidi listar aqui cinco das muitas dicas que podem ajudar os nacionais que eventualmente estejam neste momento a pensar em empreender.

Para o autor, a primeira regra para o sucesso é “aprender a gostar do que faz”. Se a sua mãe ou pai condicionou, em tempos, a sua formação
académica e actividade profissional, porque não pôr tudo em causa e pensar, desta vez, por si próprio? Marco Stefanini é formado em Geologia mas dedicou-se à tecnologia, porque encontrou o caminho para fazer o que lhe dá prazer.

Quantos de nós saímos do escritório, após horas e horas de serviço e exaustos…, e no dia seguinte voltamos com um sorriso, de mangas arregaçadas e prontos para um novo dia? Muitos? Poucos? Diria que apenas alguns e, no meu caso, sinto-me entre esses ‘sortudos’
que fazem o que gostam: escrever, contar histórias, gerir equipas, construir projectos e, em suma, superar-me todos os dias. Isso, para mim, é ser jornalista e é ser líder de um projecto. Mas voltemos ao livro de Stefanini. Segunda regra para alcançar o êxito é “investir em algo que
exija pouco capital”, pelo menos na fase de lançamento neste mundo novo do empreendedorismo.

A menos que tenha muito dinheiro disponível. Lição número três, faça o que já conhece. Se assim o fizer, o risco de insucesso será menor. Quarta lição, seja conservador nas suas expectativas. Lembre-se de que o retorno do investimento que fez nem sempre é rápido. Quinto ensinamento, esqueça a ideia de que ser empreendedor é ter mais tempo, é trabalhar menos e gerir a sua agenda. Na prática,
“tem de ser disciplinado e focar-se no que realmente interessa para alcançar os resultados”.

Estas são as cinco lições de um empreendedor e escritor que decidiu lançar um negócio e focar-se num objectivo. Na carreira e nas empresas, tal como no País, sentimos muitas vezes que falta a ousadia para mudar e para empreender.

Por Rosália Amorim 

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