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A poderosa ideia da transcendência

David Adjaye, ganês nascido na Tanzânia, concebeu o Museu Nacional da História e Cultura Afro-americana. Barack Obama vai inaugurá-lo dia 24 de Setembro.

Ultimam-se os preparativos para a conclusão dos trabalhos do novo edifício do Museu Nacional de História e Cultura Afro-americana, em Washington DC. São 350 mil m2 de museu dedicados, em exclusivo, a documentar a vida e a história dos africanos na América, com colecções que vão desde a escravatura à reconstrução pós-guerra civil, ao Harlem Renaissance e aos movimentos dos direitos civis.

A concepção do espaço foi entregue ao arquitecto ganês David Adjaye e idealizou três volumes cobertos com placas de bronze perfuradas para formar os desenhos que lembram os artesãos africanos e que funcionam como um filtro colorido no interior da construção permitindo, assim, filtrar a luz natural.

O projecto tem data de inauguração agendada para 24 de Setembro, e contará com a presença do presidente dos EUA, Barack Obama. A obra envolveu um orçamento de 500 milhões USD, dos quais metade foram fornecidos pelo Congresso norte-americano e o restante por privados.

O novo museu está no emblemático Esplanade, local icónico no centro da capital dos Estados Unidos, ao lado do obelisco de George Washington e de outros museus como o de História Nacional, a Galeria Nacional de Arte e o Museu de História da Aviação e do Espaço.

Adjaye, 49 anos, é já um nome forte no mundo da arquitectura mundial, tendo a sua assinatura projectos como o Centro Nobel da Paz, na Noruega, ou o Museu Rubi City, em San Antonio, Texas. O arquitecto diz que na sua nova estrutura “há a poderosa ideia de criar um museu que tenha uma narrativa precisa e uma mensagem universal”.

“A minha esperança é que o museu transcenda a difícil realidade da tensão racial ao apresentar uma nova direcção na forma como nós, negros, falamos sobre as nossas vidas.”

Por Fernanda Mira

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