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O direito nos negócios… e o empresário

O bom empresário deve ter, necessariamente, um bom jurista entre os seus colaboradores? Esta interrogação, de resposta óbvia, tem uma razão de ser. A certeza de que entre nós existem empresários sem bons advogados ou/e outros especialistas entre os seus principais colaboradores. Contam como supostos. Não, necessariamente, por falta de habilidades técnicas. Neste particular, muitos são dos melhores. Mas, essencialmente, por desrespeito aos princípios e deontologia profissional, em detrimento do interesse financeiro, tal como o empresário a quem prestam serviços.

No caso, é um suposto empresário, como definiu recentemente o Presidente da República, aquele que “constitui ilicitamente a sua riqueza recebendo comissões a troco de serviços que presta ilegalmente a empresários estrangeiros desonestos, ou que faça essa fortuna à custa de bens desviados do Estado ou mesmo roubados”, apelando para a necessidade de separar estes dos “empresários com provas dadas”.

Em relação aos colaboradores, a advogada Alexandra Gonçalves lembra que “a advocacia é uma profissão de elevado interesse público, e os advogados são um pilar essencial para uma eficiente administração da justiça – a par dos outros operadores forenses –, transversal a todos os sectores de actividade na sociedade”. Na entrevista de capa, a advogada aborda o desafio do direito no mundo, cada vez mais dinâmico e exigente, financeiro e dos negócios. “As operações financeiras serão mais ou menos complexas, consoante a verificação de diversos factores relacionados com as entidades e montantes envolvidos, os ordenamentos jurídicos em apreço, o direito internacional aplicável, por vezes também a ‘novidade’ da operação em causa, apenas para citar alguns exemplos”, defendeu.

Por outro lado, a revista Rumo selecciona dez empresários que acredita fazerem parte do grupo dos com provas dadas, que precisam de ser apoiados, como defendeu José Eduardo dos Santos. Falam dos desafios que enfrentam e dos que lhes foram lançados agora pelo Presidente da República.

Quem também fala dos desafios que tem enfrentado no mercado é Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, que perspectiva uma redução de cerca de 75% no mercado dos vinhos no País. Mas mostra-se animado em relação à preferência dos angolanos pelo vinho made in Portugal. Entre muitos temas interessantes, destacamos ainda o relacionado com as oportunidades no negócio da hotelaria no continente africano.

Por César Silveira

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