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Empresas chinesas preocupam classe empresarial angolana

José Severino referiu que não há necessidade de aumentar as importações, principalmente de produtos que podem ser produzidos no País.

À luz da realização do Fórum Macau, o presidente da Associação Industrial de Angola, José Severino debruçou sobre alguns aspectos da cooperação sino-angolana, avança Rede Angola.

José Severino referiu que não há necessidade de aumentar as importações, principalmente de produtos que podem ser produzidos no País. “Acho que isso é que interessa na perspectiva dos países que se dizem amigos de Angola. Amigos de Angola para estarmos cada vez mais dependentes deles não é amizade, é negócio e tem de ser tratado como tal”, criticou.

O presidente aponta que empresas chinesas não interagem com as empresas angolanas, pois importam tudo o que necessitam ou subcontratam serviços a outras empresas chinesas já instaladas em Angola. “As empresas chinesas não gostam nada de comprar às empresas angolanas. Elas compram entre si e obviamente que isto não nos interessa, estamos a criar uma cadeia de dependência cada vez maior”, aponta.

Entretanto, a secretária de Estado para a Cooperação, Ângela Bragança, explicou que estão em curso negociações com vista à definição de áreas para reforço de cooperação entre os dois países, que continuam precisamente no encontro de Macau.

O industrial tem garantias que através do novo modelo de contratação pública, os contratos com empresas chinesas contam com “obrigação de subcontratação de fornecimentos locais”.

China lidera o campo de exportações e importações tornando-se no maior investidor estrangeiro em Angola. As empresas chinesas destronaram Portugal do primeiro lugar das importações e foram as que mais compraram e venderam a Angola em 2015, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

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