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Mulheres loiras têm mais hipóteses de chefiar empresas

“As mulheres loiras são vistas pelos homens como mais atraentes e, por isso, têm mais hipóteses de se tornarem líderes 48% das mulheres que lideram empresas nos EUA têm o cabelo loiro. Quando a população loira não chega aos 5%. E há razões para que assim seja.

Entre as mulheres que comandam as maiores empresas do mundo, reunidas no índice S&P 500, 48% são loiras. Esta é a conclusão a que chegaram as investigadoras Jennifer Berdahl e Natalya Alonso, da University of British Columbia, do Canadá.

Estes números ganham ainda uma maior expressão quando se conclui que os líderes masculinos louros são pouco comuns: apenas 2,2% dos CEO do sexo masculino tinham cabelos loiros. Para reforçar, indicamos que apenas 2% dos seres humanos em todo o mundo tem o cabelo loiro, atingindo nos EUA uma percentagem de 5%. Ora, então, se naturalmente o número de pessoas loiras é tão reduzido, como é que há tantas mulheres loiras nos mais altos cargos das empresas mais poderosas? As investigadoras explicam.

De acordo com o estudo, há quatro motivos baseados em questões raciais, de atractividade, de bondade e de juventude. O primeiro é, quase, óbvio, já que os cabelos loiros são naturais em pessoas brancas e são estas que chegam às lideranças com mais frequência. O segundo, explica Jeniffer Berfahl, é que as mulheres loiras são, regra geral, vistas pelos homens “como mais atraentes do que as outras mulheres e, por isso, têm mais hipóteses de se tornarem líderes”. O terceiro diz respeito ao que classificam de “efeito Glinda”, em referência à bruxa boa do clássico O Feiticeiro de Oz. As mulheres de cabelos claros tendem a ser vistas como mais gentis que as restantes. O quarto ponto está relacionado com a idade.

Cabelos loiros, em especial os platinados, são mais comuns em crianças e, normalmente, vão escurecendo com a idade. Assim, vinca a investigadora, “tudo indica que as mulheres que se encaixam no ideal feminino da cultura norte-americana, de ser branca, loira, atraente, jovem e amável, têm mais probabilidade de atingir a liderança do que mulheres menos ‘ideais’, ainda que esse ideal tenha pouco que ver (ou seja considerado inversamente relacionado) com competência”. Para chegarem a essas conclusões, Jennifer Berdahl e Natalya Alonso conduziram três pesquisas com cerca de 100 homens.

Nas duas primeiras, os estereótipos foram confirmados: os entrevistados classificaram tanto as mulheres loiras quanto as morenas como atraentes, mas as de cabelo claro foram citadas como menos competentes e independentes. Na sequência, os participantes observaram fotos da mesma mulher com cabelo claro e escuro. Quando questionados sobre qual das versões eles recomendariam para presidente de uma empresa, a maioria deles escolheu morena, porque “ela é inteligente, profissional e séria”. Contudo, no último teste, os homens tiveram de avaliar mulheres com um estilo de liderança dominante, que diziam frases como “a minha equipa sabe quem manda aqui”.
Quando a afirmação era atribuída a uma morena, ela era classificada como sendo muito rígida, apresentando valores muito baixos nos parâmetros da atractividade. Quando a afirmação era proferida por uma loira, a reacção foi menos negativa e tiveram uma avaliação mais alta.

Assim, concluem: Uma mulher pode ser CEO, desde que seja jovem e/ou doce, e ser loira permite-lhe que seja mais velha e assertiva de forma mais fácil.

Por Fernanda Mira

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