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Please comply

“Leva menos tempo fazer as coisas certas do que explicar o porquê de ter feito errado.” – Henry Wadsworth Longfellow

Quando a minha avó era viva, sempre que eu levasse um(a) amigo(a) a casa, a pergunta que nunca faltava era a seguinte: “Como é que se chama o(a) menino(a)?” É filho de quem? Os paizinhos trabalham onde? Eu achava terrível o interrogatório, constrangedor para os meus amigos. Na realidade, mal sabia eu que a avó apenas estava a cumprir com uma das regras básicas de compliance: conhecer com quem te relacionas.

Know your client (KYC), ou conhece os teus clientes, os teus fornecedores, é a pedra basilar do compliance. Nunca estas perguntas em todas as direcções foram tão necessárias como nos tempos de hoje. Tempos de gestão, da reputação, tempos de mostrar evidências do cumprimento das conformidades legais.

Parece brincadeira, mas hoje, para se estar e actuar no mercado mundial, pessoas, empresas e países têm que responder as perguntas dos “mais velhos” ou dos “mais fortes”. Os negócios, hoje, não podem apenas declarar, em caso de não conformidade, que “foi azar …”, “epá, não sabia!”. O famoso due dilligence dos negócios é prioridade e responsabilidade da governação corporativa.

Viver e trabalhar nesta aldeia global obriga ao cumprimento de um regulatory frameworke standards definidos pelos “mais fortes”. Quem se junta, tem que cumpri-los, sob pena de não poder fazer parte. Os custos de exclusão têm consequências de vária ordem, desde as reputacionais, as multas, até ao corte de acesso a bens (divisas) e serviços. No caso de Angola, precisamos de quase tudo, resta-nos poucas hipóteses senão responder aos interrogatórios dos “mais velhos” ou dos “mais fortes”, sobretudo quando o tema é sistema financeiro e acesso à moeda convertível.

O que temos a perder para entrar pela porta da frente? Nada! Não é um desafio, é o caminho normal para parcerias ou joint-ventures internacionais. Implementar políticas, regras e procedimentos das melhores práticas vai tornar empresas e pessoas mais exigentes e vai reflectir-se na qualidade de negócios no país. Não podemos cair na tentação de trabalhar em mercados menos regulados, que são mais caros e nem sempre muito claros. Ou será que vamos querer viver com entrada pela porta dos fundos? Hum, não creio! Vamos é, tranquilamente, responder e dar uma resposta à avó.

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