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A gestão da crise por empresas novas

Foram constituídas ou projectadas num momento económico totalmente diferente do actual. Têm dez ou menos anos de actividade. Estão prestes a completar o período previsto para a estabilização dos negócios (três anos e meio), mas o actual ambiente de negócios aumenta-lhes os desafios. Mais: grande parte dos líderes destas organizações também enfrentam a primeira crise enquanto gestores.

Muitas das empresas perspectivavam recuperar o investimento e ou fazer novos no final dos primeiros três anos, mas os projectos, outrora viáveis, deixaram de o ser no contexto actual. Sequencialmente, a possibilidade de reestruturação dos negócios encontra-se sobre muitas mesas. Um cenário que em muitos casos implicaria novos investimentos e, noutros, a importação de bens e ou serviços.

A realidade actual é desanimadora e indicia a redução (em 2015 e 2016) da já baixa taxa de empreendedorismo referente aos negócios estabelecidos, depois de, em 2014, demonstrar que apenas entre seis e sete empreendedores se estabelecem (indivíduos que são proprietários e gestores de um negócio com mais de três anos e meio) por cada 100 indivíduos em idade adulta.

A dificuldade está a ser maior para os sectores que dependem maioritariamente da importação, comparativamente aos prestadores de serviços, por exemplo. Há, no entanto, os que estão a beneficiar do actual contexto para fazer bons negócios. Um destes sectores é o da saúde, visto que, devido à dificuldade de acesso às divisas, são menos as pessoas com capacidade de viajar pela mais simples complicação. Os resultados do Luanda Medical Center, que este ano completa o primeiro ano de actividade, podem servir de exemplo. Projectaram atingir o break-even pointno final de três anos de actividade, mas acreditam que isso acontecerá agora, face aos resultados positivos deste primeiro ano.

Leia mais, na edição de Outubro, já nas bancas. ( 

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