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Lehman Brothers, quando parecia ter valido o… Risco Bancário

No passado mês de Setembro, mas concretamente no dia 15 assinalou-se o oitavo ano desde a falência do Lehman Brothers, até então o quarto maior banco de investimento dos Estados Unidos da América com cerca de 640 mil milhões de dólares em activos e 150 anos de existência. Foi vítima da exposição ao crédito imobiliário de alto risco (subprime). Quatro anos antes, a instituição fazia uma aposta séria no negócio imobiliário na sequência dos sinais de recuperação do mercado da então bolha imobiliária.

Até ao primeiro semestre de 2007, os resultados eram desfavorável para os que, eventualmente, votaram contra a aposta no risco que, essencialmente, se resumiu na aquisição de cinco credores hipotecários. Receitas recordes. No entanto, estava-se em presença do que se pode afirmar ser exemplo de que o pico pode representar a fase inicial do declínio e ou ainda que todas as instituições, por muito grandes que sejam, são susceptíveis de entrar em declínio. Como a equipa de gestão de gestão de risco das instituições bancárias podem prevenir situações do género? Esta e outras questões foram respondidas pela especialista em gestão de risco bancário, Lilia Nanga Rangel, o rosto da presente edição da Revista Rumo.

“A equipa de gestão de risco dá o seu parecer, emite recomendações, mas não decide. E as falhas de um modo geral ocorrem quando há incumprimento nos controlos internos existentes ou inexistência de controlos internos”, sublinha. Uma questão se impõe. Que sentimento será mais frustrante para os responsáveis pela gestão de risco de uma instituição bancária perante a falência do mesmo: “Nós alertamos para este risco…” ou “como podemos não ter previsto este risco”?
Ainda sobre banca, o CEO do Banco Atlântico Europa, Diogo Cunha faz um breve balanço sobre os sete anos de actividade da marca de origem angolana. De balanço em balanço. Coincidentemente também de sete anos de actividade. O administrador e fundador da Multilem faz da presença da marca portuguesa em Angola. Não é tudo.

Qual será (o balanço) daquelas empresas e projectos iniciados numa conjuntura económica totalmente contraria a actual? Enfrentam a primeira crise assim como grande parte dos gestores/empresários das mesmas. “Se a crise continuar, certamente chegará um momento em que investiremos 20 para vender 20 ou 17… Se tivermos a certeza de que será assim nos próximos cinco anos, seria melhor fechar já hoje”.

“Tivemos que nos redimensionar de acordo com a nova realidade” São algumas das várias respostas dos entrevistados. No entanto, é notável em todos a crença do rumo ao sucesso… A Rumo junta-se a esta crença e esforços com mais uma edição, no caso a 30ª.

Por César Silveira

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