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NORS prevê redução de20% da facturação no mercado angolano

A multinacional poderá atingir vendas no valor de 80 milhões USD, só em termos de camiões.

A multinacional portuguesa NORS prevê uma redução de cerca de 20% da sua facturação em 2016. A informação foi dada em exclusivo ao Mercado pelo CEO do grupo, Tomás Jervell.

Segundo o presidente executivo do grupo, a restrição na facturação deve-se à actual conjuntura que o País enfrenta, tendo a empresa de simplificar parte da importação. “O grupo facturava normalmente em Angola mais de 100 milhões EUR, e neste ano nós devemos estar à volta dos 70% ou 80% desta fasquia, mas a crise afectou-nos, assim como a todas as empresas em Angola”, disse o CEO.

Tomás Jervell salientou que a NORS importa cerca de 90% daquilo que comercializa no País, e por isto a actual situação económica teve impacto determinante, porque não permitiu fazer face às necessidades dos clientes. Mas esclarece que as vendas andaram a um ritmo mais calmo. Os modelos que o grupo mais vende são os camiões Volvo FM e Volvo FH, representando assim cerca de 90% das suas vendas no País. Este ano, a multinacional poderá atingir vendas no valor de 80 milhões USD, só em termos de camiões.

Acções com impacto económico

A desaceleração económica que o País atravessa afectou os resultados do grupo desde o segundo semestre de 2014. De acordo com o relatório e contas de 2015, os efeitos desta travagem fizeram-se sentir na generalidade dos indicadores financeiros, não só pela significativa diminuição da receita, mas também por todas as medidas que o grupo se viu impelido a tomar no sentido de gerir os impactos daí decorrentes. No sector de vendas de veículos pesados, por exemplo, traduziu-se numa quebra de 57% face a 2014. Como forma de mitigar o impacto económico e financeiro daqui derivado, o grupo teve de reduzir a capacidade instalada no País, o fundo de maneio afecto à generalidade das operações e alienou activos considerados não estratégicos e non core– activos fixos e participações financeiras. Com estas medidas, o grupo visou preservar ao máximo a rentabilidade das operações, bem como reajustar o endividamento ao nível de resultados que a conjuntura actual permite gerar.

Assim, durante o ano de 2015, registou-se uma diminuição de 252 pessoas em Angola. Na mesma linha, foi concluído o fecho de uma oficina em Angola e duas lojas de peças. Vários contratos de prestação de serviços foram cancelados ou renegociados em todo o grupo.

As perdas rondaram os 2,6 milhões EUR em benfeitorias e inventários de instalações encerradas em 2015 em Angola e no Brasil.

Em 2015, Angola representou 8%, em termos de vendas por países com empreendimentos conjuntos a 100%.

Novas instalações no Ícolo e Bengo

O grupo inaugurou em Luanda as novas instalações da Auto Sueco e Auto Maquinaria, cujo início de obra data de 2012. O novo investimento ficou orçado em cerca de 35 milhões USD, e ocupa uma área de 10 hectares, dotada de um espaço coberto de 14 mil m² e uma zona frontal de 300 m, estando localizado na Estrada Nacional 230, nas proximidades do novo Aeroporto Internacional de Luanda.

O presidente explicou também que um dos objectivos deste novo empreendimento é focar essencialmente em duas vertentes, que é na qualidade de serviços, permitindo montar processos mais eficientes, beneficiando o cliente, e potenciaruma maior proximidade com os clientes.

Explica ainda que, para a Auto Sueco Angola e a Auto Maquinaria, este é mais um importante momento da longa história de mais de 25 anos de aposta no investimento em Angola e no compromisso com todos os clientes deste mercado, cuja importância é chave para o grupo. “É também mais um marco da longa parceria de sucesso com o grupo Volvo e um factor suplementar de motivação para as equipas da Auto Sueco Angola e da Auto Maquinaria”, sublinhou.

Por Líria Jerusa

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