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Grupo RIU investe 80 milhões EUR em novo hotel em Cabo Verde

Desde 2005, o grupo RIU investiu em Cabo Verde 273 milhões EUR.

O grupo hoteleiro espanhol vai construir um novo hotel de luxo na ilha cabo-verdiana da Boavista, um investimento de 80 milhões EUR, numa altura em que passam 11 anos da sua implantação no país.

O anúncio do investimento surge numa altura em que o grupo está a remodelar e a ampliar os investimentos hoteleiros que tem no Sal e na Boavista, numa aposta para responder à crescente procura de qualidade por parte dos turistas que visitam Cabo Verde.

“O destino está a pedir um produto de mais qualidade”, disse Felix Casado, director de operações do grupo para Espanha, Portugal, Cabo Verde e Marrocos. O responsável falava aos jornalistas no final de uma visita aos hotéis que o grupo tem em Santa Maria, na ilha do Sal, que foram remodelados para oferecer um produto de “maior qualidade”.

“Já temos este produto em outros destinos, e em Cabo Verde estávamos a esperar para ver como o mercado evoluía. Está a evoluir em boa linha e, por isso, a aposta para atrair clientes de mais qualidade”, disse. Felix Casado adiantou que, em Abril, começará a construção do novo hotel na Boavista, que será também um tudo incluído 24 horas, do segmento luxo, num investimento de 80 milhões de EUR. Também na Boavista, o grupo está a remodelar um dos dois actuais hotéis, num investimento de 8 milhões EUR, e em perspectiva tem também a construção de uma quarta unidade hoteleira, embora ainda sem data prevista, que será exclusiva para adultos.

Na remodelação dos dois hotéis no Sal, que reabriram no início deste mês, após mais de quatro meses de obras, o grupo investiu 37 milhões EUR, disponibilizando agora 1072 quartos entre o RIU Palace Cabo Verde (segmento luxo) e o Clube Hotel RIU Funana (destinado a famílias).

A reforma, que foi mais profunda no RIU Palace Hotel (antigo Clube Rio Funana), deu ao hotel, segundo o seu director Yeray Zurita, uma personalidade “mais cabo-verdiana”, onde pontua, na recepção, uma aguarela inspirada na música A Nossa África de diva cabo-verdiana Cesária Évora. Os dois hotéis foram alvo de remodelações e actualizações nos quartos, áreas comuns, piscinas e jardins.

A renovação originou a contratação de 100 novos funcionários, elevando para 1940 o número de trabalhadores que o grupo emprega no total dos quatro hotéis no Sal (cerca de 800 trabalhadores) e na Boavista.

Responsável pela entrada de 200 mil turistas anuais em Cabo Verde, Felix Casado adiantou que o grupo regista “uma facturação importante”, mas escusou-se a indicar valores. Ingleses, alemães, holandeses e italianos são os principais clientes dos hotéis do grupo, onde os portugueses representam anualmente 10% a 15% do total, um mercado que Felix Casado quer aumentar.

Com um “governo estável”, “um clima melhorável” e “a morabeza cabo-verdiana”, Yeray Zurita adianta que o grupo, que está no país desde 2005, “veio para ficar”. No mesmo sentido, Felix Casado garante que o grupo continuará a apostar em Cabo Verde e, numa altura em que o país tem aberto um programa de privatização de várias empresas, não exclui a possibilidade de investir em outras áreas. Desde 2005, o grupo RIU investiu em Cabo Verde 273 milhões EUR, o que significa um investimento importante no total da aposta no estrangeiro daquele país.

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