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Importância da carreira internacional

Não ao nível de Messi, de Cristiano Ronaldo, nem mesmo de Mutombo, mas Mantorras, Flávio e Jean Jaques já foram orgulho nacional em virtude das excelentes exibições nas respectivas carreiras internacionais. Idem, Brinca na Areia, noutro tempo, no mesmo em que o Duo Ouro Negro (Raul Indipwo e Milo MacMahon) brilhava em alguns dos principais palcos da música internacional, como são os casos do Olympia e ainda do Alhambra. Sequencialmente, estes passaram a fazer parte do vocabulário musical dos angolanos.

Actualmente, o campeonato italiano começa a merecer maior atenção dos angolanos em virtude das boas exibições de Bastos. Pelas mesmas razões, mas desta proporcionada por Carlos Morais, a equipa de basquetebol do Benfica de Lisboa volta a merecer atenção dos angolanos.
Meio desproporcional à temática da revista Rumo, o tema serve para despertar a necessidade de acompanharmos outros talentos, os da ciência, e saber que iniciam as respectivas carreiras internacionais como forma de dizer que temos tanto orgulho por eles quão dos artistas da bola e ou dos micros.

Recentemente nomeado country managerde Moçambique da Puma Energy, Ivanilson Machado é um destes quadros. Em entrevista, fala do novo desafio e faz um balanço do último.

Artur Miranda e Artur Nunes também iniciaram as respectivas carreiras internacionais em multinacionais. Exemplos que nos fazem acreditar na possibilidade de, num futuro próximo, termos angolanos a desempenhar cargos similares ao do costa-marfinense Tidjane Thiam, CEO do Crédit Suisse.
É necessário realçar que, além do orgulho, existem outras vantagens no sucesso de um talento internacional. O reflexo que pode ter nas remessas de migrantes a receber. Portugal, por exemplo, só em 2014 recebeu destas receitas cerca de 4,3 mil milhões, segundo relatório das Nações Unidas publicado este ano (onde, entretanto, não consta os dados de Angola entre os lusófonos).

Feliz coincidência, o presente editorial foi escrito a bordo da Royal Air Marrocos, em virtude do reforço da internacionalização da revista Rumo(enquanto único órgão angolano presente na conferência sobre o clima, COP 22, a convite da organização), onde seguia para o local do evento: a cidade marroquina de Marraquexe. A internacionalização de alguns projectos locais por ocasião deste evento poderia ou poderá proporcionar o financiamento dos mesmos pelos fundos previstos para o combate às alterações climatéricas. Facto, no entanto, é que estes projectos não foram internacionalizados.

Por César Silveira

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