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Recital de poesia “Partilha de Memória” anima Camões

O evento juntou poetas e declamadores de diferentes gerações e estilos que deram voz às palavras do poeta Fernando Pessoa.

O Auditório Pepetela, no Centro Cultural Português, acolheu na noite desta terça-feira, em Luanda, o recital de poesia denominado “Partilha de Memória”, que evocou, entre vários poemas, as escrituras do poeta português Fernando Pessoa.

O evento juntou poetas e declamadores de diferentes gerações e estilos que deram voz às palavras do poeta que, passado quase um século da sua morte, continua a fascinar e a despertar o interesse de críticos e estudiosos, que se têm debruçado sobre a sua obra.

Entre os declamadores, destaca-se a performancede Luísa Fançony e Universo Mavango, acompanhados pelo violão de Júlio Gil e pelo piano de Orlando Capata.
Ambos tiveram igualmente actuações isoladas.

Júlio Gil, por exemplo, interpretou Eu Vou Voltar, do malogrado Teta Lando, enquanto Orlando Capata se destacou com Angola, de Matias Damásio.
A apresentação do certame esteve a cargo do poeta e secretário-geral do Movimento Lev’Arte, Kiocamba Cassua.Entretanto, ouditório Pepetela, no Centro Cultural Português/Camões já havia acolhido em Junho último um recital de poesia dedicado a Fernando Pessoa, que evoca o poeta português no mês em que se celebra o seu nascimento.

Declamadores de diferentes gerações deram, na altura voz, às palavras do poeta. Fernando Pessoa, considerado o mais importante e universal poeta português do século XX, nasceu a 13 de Junho de 1888 e morreu em Novembro de 1935. Foi um nome maior do Movimento Modernista em Portugal e é autor de uma vasta obra de poesia, ficção, teatro, filosofia e teoria.

Como poeta, escreveu recorrendo a diversos semi-heterónimos e heterónimos, como Vicente Guedes, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro e Bernardo Soares. Este último, é o autor do Livro do Desassossego, que não é poesia, mas também não se lê como prosa e é considerado uma referência maior na sua obra.

Viveu parte da sua infância e adolescência em Durban, na África do Sul, onde fez a instrução primária e o ensino secundário, que lhe proporcionaram um profundo contacto com a língua inglesa, na qual elaborou os seus primeiros textos Isto não o impediu de ser um autor maior da língua portuguesa, na qual se revia profundamente, como demonstram as palavras do seu heterónomo Bernardo Soares: “a minha pátria é a língua portuguesa”.

Por Estêvão Martins

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