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Rui Baía: “Podemos fazer na construção modular o que pensarmos para uma construção convencional”

A empresa apresentou, em Outubro, o seu quarto segmento de negócio, neste caso a construção modular a partir da reutilização de contentores marítimos, com promessa de revolucionar o negócio no País

Angoltec está a apresentar um novo negócio de construção modular a partir da reutilização de contentores marítimos. A que se deve esta aposta?

A empresa, especialmente nos últimos cinco anos, tem feito um forte investimento em meios e na modernização de todo o processo tecnológico e de serviço, além das áreas de suporte e engenharia. Uma vez que criámos condições e instalações com tecnologia de ponta e os equipamentos instalados nos permitem fazer um pouco de tudo dentro da metalomecânica ligeira e pesada, restava-nos a hipótese de aproveitar toda a infra-estrutura técnica e industrial que temos e rentabilizá-la. Na conjuntura actual, torna-se imperioso promover a diversificação da própria actividade, até porque os negócios tendem a diminuir dentro de cada sector de actividade. A solução para manter o mesmo volume de negócios e os postos de trabalho (que é um dos princípios orientadores da organização, pois queremos, se possível, até aumentar o número de postos de trabalho) é apostar numa diversificação da nossa actividade.

Ou seja, não é a primeira vez que a empresa aposta na diversificação dos seus negócios?

Começámos com a produção de reservatórios para combustíveis líquidos, passámos para estruturas metálicas, isto muito orientado para os postos de abastecimento, numa primeira fase. Depois, começámos a diversificar para a construção, estruturas metálicas para pavilhões industriais, pavilhões para o sector agro-alimentar e para as mais diversas actividades, tais como oficinas. Entretanto, fomos dando conta de que o mercado precisava de soluções rápidas, modulares, para construção seja de unidades residenciais, seja de pequenas lojas, edifícios de escritórios, etc. Por outro lado, verificámos que existe um parque considerável de contentores em fim de vida em Angola. Foi então que pensámos por que não fazer o reaproveitamento destes contentores com a criação de um projecto que ajudasse a dinamizar a economia e o crescimento do País. Nesse sentido, investimos algum tempo no estudo e preparação de uma solução modular baseada na reutilização dos contentores marítimos. Foi assim que surgiu este novo produto, que é o Modul.

É possível estabelecer uma cronologia dos vários negócios da empresa?

A Angoltec surgiu há mais de uma década e, numa primeira fase, devido às dificuldades de importação dos reservatórios para combustíveis líquidos. Os postos de abastecimento começavam a ter determinado crescimento, associado à dinâmica de crescimento do País, com a implementação das infra-estruturas rodoviárias por todo o País, e, por outro lado, a cobertura desses postos de abastecimento era muito deficitária e não cobria as necessidades da população, principalmente a da província. A Petrotec surgiu há quase 30 anos, numa perspectiva de construção e manutenção de postos de abastecimento de combustível, e, nesta senda de crescimento dos postos de abastecimento, cresceu a necessidade de reservatórios para esses mesmos postos. Nessa altura, os reservatórios tinham de ser, necessariamente, importados e, no entanto, eram equipamentos prioritários num posto de abastecimento. Ora, este processo de importação, mesmo sem os condicionalismos actuais nas importações, demorava três a quatro meses, que era o tempo de produção nos países de origem (Portugal, Argentina, África do Sul e outros países da Europa). Isto era um condicionalismo para o arranque das obras de construção dos postos de abastecimento de combustível.

Mas não poderiam apostar em criar stocks?

Era difícil termos stocks, porque cada posto tem o seu projecto e cada projecto define as dimensões e especificidades dos reservatórios. Embora existisse algumstock,este não satisfazia as necessidades, porque poderíamos ter um reservatório de 30 m3 mas para aquele posto eram necessários apenas 25m3. Nessa altura, só vimos uma solução, que foi começar a produzir em Angola, até porque esta foi sempre a política do Grupo Petrotec. Iniciámos então a actividade de construção de reservatórios, ou seja, criámos uma metalomecânica, que é a Angoltec, há cerca de 12 anos.

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