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Só a diferença importa

O irlandês que organiza a Web Summit, que este ano foi em Lisboa, atribui o sucesso a um provérbio africano e, apesar de ser um guru das tecnologias, o que não dispensa é… um lápis.

Paddy Cosgrave estudou economia e política no Trinity College, em Dublin, na primeira década do século XXI. Como tantos da sua geração, cedo percebeu que era no mundo digital que iria encontrar o seu futuro e começou a trabalhar, juntamente com amigos, na criação de aplicações online.

Por estes anos, a Irlanda assumiu-se como porta de entrada na Europa de empresas norte-americanas. Google, Facebook, Apple são algumas das que, aproveitando vantagens fiscais, mão-de-obra e ambiente descontraído, acederam a fazer da Ilha Esmeralda a sua casa europeia.

Foi neste ambiente de “mini” Silicon Valley que Paddy deu os primeiros passos. Ainda com o ritmo próprio de estudante universitário, gostava de assistir a palestras e conferências destinadas a empreendedores. Era, pois, um jovem que dava os primeiros passos no mundo dos negócios, queria conhecer muitas pessoas e participava avidamente no ritual das conferências, que iam das 9 da manhã até às 5 da tarde.

Aprendeu muito e ainda hoje considera que este “conteúdo foi muito importante”, mas garante que cedo percebeu que “as melhores conversas aconteciam no átrio do hotel, às 11 da noite.” E foi esta percepção que o elevou à categoria de guru na organização de conferências direccionadas aos mercados tecnológicos.

Cosgrave é o “dono” da Web Summit, o evento anual que nasceu há seis anos, em Dublin, e que este ano se mudou, de armas e bagagens, para Lisboa. Mais de 50 mil pessoas encheram a capital portuguesa e mostraram como uma singela percepção se transformou num grande negócio.

Saiba mais, na nova edição da Revista Rumo, já nas bancas. 

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