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Celeste de Brito, a empresária que quer participar dos negócios em África

Aos 22 anos estava na condição de refugiada, com o compromisso de tomar conta de outras 23 pessoas. com 43 anos, é uma empresária com investimentos em diversos sectores, entre os quais a banca, a construção e o imobiliário.

Celeste de Brito tem uma história que pode servir de exemplo de perseverança e de superação. Pessoa corajosa, oportuna e visionária, refugiada em Luanda depois de ter perdido os irmãos mais velhos e o pai na guerra (na província do Kwanza Sul), entregou-se aos negócios informais no Mercado do Prenda. Próximo deste, também conhecido por ‘Mercado dos Cabo-Verdianos’, conseguira o primeiro refúgio na capital.

“Sou uma mulher que não teve outra opção, pois a vida obrigou-me a cair na arena e a lutar para sobreviver. Cheguei a Luanda refugiada, nos anos 90, com cerca de 22 anos. Com uma série de bocas para alimentar, não restou senão começar a fazer negócios.

Vivíamos junto ao Mercado do Prenda e lá fiz mufete para vender, desfrisei o cabelo a quente, fiz sopa para vender e trabalhei como empregada doméstica. Fazia de tudo para que pudesse sair de casa de manhã e regressar com uma refeição. Um negócio substituiu o outro, e tudo foi crescendo.”

Actualmente com 43 anos, é uma empresária com negócios em diversos sectores, desde a agricultura à indústria e prestação de serviços à construção, sendo PCA de cinco empresas, incluindo uma com representação nos Estados Unidos, segundo negociações preliminares, poderá ser da exclusividade do Exibank. Trata-se do Natrabank, com um core business alavancado nos recursos naturais. “É novo, e em todo o continente africano não existe outro igual. É um banco de recursos naturais, é um banco colateral que vai trabalhar com bancos comerciais e de investimentos por ser um banco de permuta”, explica, para depois falar da ligação da instituição com o norte-americano Exibank.

“Agora descobrimos que o banco norte-americano faz a mesma coisa. Por exemplo, para financiar a construção civil, eles produzem tudo o que é necessário para a construção das casas e o credor amortiza no período previsto, mas para fazerem isto precisam de matérias-primas. Nós somos um dos seus fornecedores. A natureza do banco é semelhante, tanto é que o Exibank terá a maior participação do Natrabank nos Estados Unidos, está praticamente com a exclusividade de abrir o Natrabank nos Estados Unidos e vamos seguir para outros países onde temos potenciais mercados e áreas francas para entrar com os nossos produtos.”

A instituição tem cerca de um mês de actividade, mas os resultados, segundo Celeste de Brito, são animadores.

Saiba mais, na edição de Novembro da Revista Rumo, já nas bancas. 

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