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Robert Hudson perspectiva terminar o ano com 8% do mercado

A acontecer, a representante da marca Ford no País manteria a tendência de aumento da quota de mercado.

A concretizarem-se estes cálculos, a Robert Hudson registaria um aumento da sua quota de mercado, passando de 6,34% para 8,2% depois de terminar 2014 com uma quota de 5,6%. Nos primeiros nove meses do ano, a empresa facturou cerca de 8 mil milhões Kz.

Em relação às vendas globais do mercado, registar-se-ia uma redução na ordem de 54%, depois de em 2015 se terem comercializado cerca de 20 500 unidades.

O responsável, entretanto, acredita que a Robert Hudson estará entre as empresas que menos se ressentirão da referida quebra, em virtude de ter alguns dos modelos mais procurados actualmente. “Quando olhamos para os níveis e perfil de vendas, vimos que 37% das vendas são viaturas ligeiras de passageiros, onde se incluem o Ford Fiesta e o Ford Figo, e 26% são os comerciais ligeiros, onde estão as pick-ups como a Ford Ranger.” Este último, de resto, é o modelo mais comercializado pela empresa nos primeiros três trimestres do ano, com 309 unidades, seguindo-se o com 113.

“A oferta também depende muito da disponibilidade do produto e, como sabem, está difícil importar devido ao problema com as divisas. Eu não tenho dúvidas de que só não vendemos mais devido a esta situação. Hoje em dia as nossas próprias vendas são muito mais orientadas pela oferta do que pela procura, isto é válido para todo o mercado”, afirma.

A importação da empresa registou quebras de cerca de 46% face ao período homólogo anterior.
Aposta na transformação

Por outro lado, o gestor adiantou que parte das vendas do grupo foram impulsionadas pela estratégia de transformação de um dos modelos comerciais da marca.
“Uma parte da contribuição das vendas deste ano tem que ver com transformações da nossa pick-up. Ou seja, seleccionámos vários parceiros locais que nos fazem a transformação da Transit para viaturas como contentores de frios, viaturas com caixa fechada, compactas, e aquelas plataformas que nos permitem carregar materiais de construção e outros.”

Por outro lado, Gabriel Almeida destacou a parceria que a empresa tem com uma escola de formação.
“Temos parcerias com o Cinfotec a fim de termos no mercado o primeiro curso de mecatrónica, e os primeiros formados vão estar no mercado de trabalho em Maio do próximo ano”, disse.

Robert Hudson vira-se para a compra de usados

Por outro lado, o administrador adiantou que no próximo ano a empresa apostará num novo segmento de negócio, no caso a compra e venda de viaturas usadas com quilometragem não acima de 200 mil. “Pretendemos comprar estas viaturas, fazer a reparação, e em seguida vamos vendê-las a preços competitivos”, disse.
Para os próximos anos, a empresa perspectiva ainda lançar no mercado um novo modelo Ford Ranger.

O grupo vai ainda apostar em novos negócios, como a já referida compra de viaturas usadas com quilometragem não superior a 200 mil km.

Quanto à expansão de mercado, Gabriel Almeida avançou que o grupo pretende abrir novas instalações no município de Viana nos próximos meses. A Robert Hudson está presente no mercado angolano desde 1962, sendo a 4.ª marca mais vendida no País, presente em mais de 10 províncias, como Cabinda, Malanje Benguela e Namibe.

Por Líria Jerusa

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