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Amazon abre loja de conveniência sem filas nem caixas

A Amazon Go é a primeira loja física da marca com inteligência artificial, aberta ao público em Seattle.

Esqueçam os sistemas de selfcheckout, os carrinhos com scanners individuais e as aplicações móveis que aceleram o processo de pagamento.

O que a Amazon planeia é virar o comércio tradicional de cabeça para baixo, desta vez entrando ela própria no negócio das lojas físicas. A retalhista online acaba de abrir a sua primeira loja de conveniência Amazon Go, na baixa de Seattle, com algumas características particulares: não têm caixas nem funcionários a atender ao público. Em vez disso, esta loja de 167 metros quadrados usa inteligência artificial, sensores, machine learning e outras tecnologias avançadas para permitir que os clientes se autentiquem à entrada com o smartphones e façam as compras sem checkout.

Usando a aplicação móvel da Amazon, o consumidor é autenticado através de um sistema por proximidade que se parece com uma entrada de metro.

Depois, pode pôr o smartphone outra vez na mala ou no bolso e ir buscar os produtos de que precisa. “Tudo aquilo em que pegar será automaticamente adicionado ao carrinho virtual”, explica a empresa. No final, simplesmente sai da loja. Tudo é processado na conta Amazon do cliente, o que efectivamente funde o mundo de comércio electrónico da marca com esta nova loja física.

A empresa publicou um vídeo a explicar como o sistema funciona e em poucas horas conseguiu quase 1,2 milhões de visualizações, atestando o interesse pelo conceito. O Amazon Go não é, no entanto, o único tipo de loja que a empresa está a planear. De acordo com o Wall Street Journal, que cita fontes próximas do processo, a Amazon planeia investir em vários formatos de lojas físicas, em várias localizações, podendo abrir cerca de 2 mil lojas. No caso da Go, muitas das tecnologias usadas são semelhantes às que estão a ser testadas para carros autónomos, o que não deixa de ser curioso. “Usámos visão por computador, algoritmos de deep learninge sensores de fusão, tal como se encontra nos carros autónomos. Nós chamamos-lhe ‘tecnologia sair porta fora’”, brinca a Amazon no vídeo. Tal como no segmento de carros autónomos, que ameaçam acabar com a profissão de taxistas e motoristas profissionais, também aqui se coloca a questão: poderá a loja inteligente da Amazon tornar obsoletos os postos de trabalho dos funcionários de caixa e seguranças nos supermercados?

Novidades de 2016

Este foi um ano em grande para a Amazon. Para além da abertura da sua primeira loja de conveniência, iniciou, também, em Espanha, a venda de produtos frescos com entrega em uma hora. A empresa transnacional com sede em Seattle, capital do estado americano de Washington, que já vendia alimentos não perecíveis na sua aplicação espanhola na Internet, entra em concorrência com as grandes cadeias de supermercados. A Amazon prestava este tipo de serviços até agora nos EUA e nas cidades de Milão , Londres, Berlim , Paris e Tóquio, segundo dados da empresa.

Por cada entrega no prazo de uma hora irá cobrar 5,90 EUR, enquanto as realizadas num prazo de duas horas ou numa faixa horária escolhida não terão custo adicional. A distribuição dos produtos frescos é feita em bicicletas ou carros eléctricos, e o cliente pode aceder ao serviço através de uma aplicação. Na primeira metade do ano, a Amazon subiu 11,5%, enquanto nas últimas 52 semanas (ano móvel) o aumento é já de 70%.

Ao mesmo tempo, a Berkshire Hathaway está a cair 9,1% desde o arranque do ano, com uma perda de 2,8% se se comparar com o período homólogo anterior.

Dinheiro Vivo*

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