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Solmar perspectiva recuperar investimento em cinco anos

Com capacidade de processamento de 15 toneladas de peixe por dia, o projecto iniciou actividade no dia 25 de Outubro.

A Solmar empresa de processamento de peixe, afecta ao grupo Diside, perspectiva recuperar o valor do investimento, avaliado em cerca de 25 milhões USD e resultante de um financiamento do BAI, nos próximos cinco anos, segundo a administradora do grupo, Elizabete Dias dos Santos. “Investimento de 25 milhões USD, é uma unidade que contempla desde a formação ao processamento.

Temos tratamento de água, laboratório de análises do produto quer da matéria-prima que recebemos quer do que produzimos. Investimos muito em energia e em condições para os funcionários. Penso que é um valor que está justificado e agora temos de trabalhar para rapidamente cumprirmos as responsabilidades financeiras.”

A unidade foi inaugurada no passado dia 25 de Outubro, e a gestora considera ser ainda prematuro adiantar se o objectivo de recuperar o investimento em cinco anos será alcançado, superado ou frustrado.

“O mercado irá determinar (quando recuperar o investimento), mas nós projectamos em cinco anos, se for em menos, melhor”, adiantou. Continuando, considerou um negócio com “boas margens”.

“Se trabalharmos no pico e dimensionado ao que a estrutura está preparada, conseguiremos pagar os salários, os impostos e o financiamento em cinco anos. Significa dizer que há uma boa margem.”

A empresa tem uma capacidade global de armazenamento de 500 toneladas das quais 200 estão reservadas para a matéria-prima e as restantes para o peixe processado.

A unidade tem uma capacidade de processamento de 15 toneladas por dia e está dotada de equipamentos que permitem, além da congelação, a limpeza, o corte de peixe em filetes e postas, bem como a embalagem.

Elizabete Dias dos Santos adiantou, por outro lado, que o projecto foi pensado no sentido de focar-se essencialmente no processamento, pelo que a captura apenas seria uma aposta caso encontrassem dificuldades em mantê-lo unicamente dependendo da compra da matéria-prima.

“Esta empresa deveria ser a unidade que processa, que apoiaria a pesca artesanal e a industrial, que permitiria os balanços mensais do que é processado e capturado. Significa dizer que se a única forma de sobrevivência da nossa unidade passar também por uma aposta forte na captura, vamos ter de buscar soluções, mas até lá vamos continuar a acreditar que somos todos angolanos e as responsabilidades têm de ser partilhadas.”

Continuando, acrescentou que um investimento forte da empresa na captura poderá comprometer as responsabilidades financeiras da empresa. “Processamos 14 toneladas de peixe por dia e por muito que quiséssemos ter uma frota é impensável a nível de manutenção, seria duplicar as responsabilidades e pôr em risco o financiamento alocado ao projecto.”

Localizada na estrada principal dos pescadores, em Cacuaco (uma das zonas piscatórias de Luanda), a unidade, entretanto, adquire matéria-prima das diversas províncias do País. “Temos uma estrutura muito bem organizada, recebemos peixe do Tômbwa, Luanda, Namibe e Benguela. Sempre que o produto oferece qualidade, nós adquirimos, até porque temos escassez de matéria-prima.”

A empresa ora reinaugurada existe desde 1996 mas até então dedicava–se essencialmente à captura e congelamento do peixe e tinha uma capacidade de 4 toneladas. É, desta feita, a segunda unidade industrial do grupo empresarial Diside, relançado pela gestora, depois da Pérola do Kikuxe, que se destaca pela produção de ovos.

Por Fernando Francisco 

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