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COP 22: Marraquexe a cidade turística em defesa do clima

A ciddde mAnifestou-se perfeita para o turismo climatérico e a 22ª edição da conferência internacional das partes sobre Alterações climatéricas justificou o estatuto de COP da Acção.

Marraquexe, a cidade turística de Marrocos, foi o palco da Conferência Internacional sobre Mudanças Climáticas (COP 22), que decorreu entre os dias 7 e 18 de Novembro. Perfeita combinação: alterações térmicas caracterizavam o período da Conferência, com as temperaturas baixas a dominarem, mas sem capacidade de impedir o surgimento de altas temperaturas a meio do dia. Realidades testemunhadas por cerca de 15 mil participantes, em representação de governos, organizações empresariais e da sociedade civil.

Fundada em 1062, Marraquexe foi perfeita para acolher uma conferência relacionada com o clima a nível mundial, pela oferta hoteleira, possibilitando a hospedagem de todos os participantes a poucos minutos do local do evento. Os registos dizem que a rede hoteleira de Marraquexe é constituída por 511 hotéis, 1186 pousadas, além de 266 hotéis especializados e 1115 alojamentos temporários, números que dizem bem do potencial turístico da cidade, que se estima atraia mais de dois milhões de turistas anualmente, sendo o seu objectivo ser visitada por cerca de 20 milhões até 2020.

Por agora, foi o turismo ambiental, ou seja, climatérico, a movimentar a cidade, com os turistas a testemunharem que Marrocos é um país pioneiro em África no uso de viaturas 100% eléctricas. Alguns destes veículos estavam seleccionados para o apoio aos participantes na cimeira.

Quanto ao evento, no final da conferência os participantes apresentaram a Proclamação das Acções de Marraquexe para o Clima e Desenvolvimento Sustentável, onde reconhecem existir um “dever urgente de responder” às variações climáticas, tendo em conta o nosso planeta estar a “aquecer a uma taxa alarmante e sem precedentes”.

No documento, os países desenvolvidos reafirmaram o compromisso de mobilizar 100 mil milhões de dólares para o cumprimento dos objectivos previstos no Acordo de Paris, que é “manter o aumento da temperatura média global em menos de 2ºC acima dos níveis pré-industriais e de envidar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC acima dos mesmos níveis”.

Se o alcance do referido evento dependesse apenas do nível de organização, participação e determinação manifestado, o sucesso estaria garantido, pois revelou-se efectivamente a COP da acção. Inúmeras decisões e posições, acordos e iniciativas caracterizaram o referido encontro.marcas norte-americanas pressionam Trump a defender o clima.

Entre as várias acções destaca-se, por exemplo, o facto de grandes marcas norte-americanas, como a Nike, Starbucks, Levi-Strauss, Gap, Mars e Hilton, entre outras, enviarem uma declaração ao Presidente eleito dos Estados Unidos convocando-o a manter o apoio do seu país ao acordo climático de Paris. Uma posição movida, sobretudo, pelo facto de Trump se manifestar contra o acordo.

Durante a campanha eleitoral dos Estados Unidos, considerou o aquecimento global uma “fraude inventada pelos chineses para minar a industrialização dos EUA”. Depois de eleito, reforçou a posição, assegurando que os Estados Unidos “deixarão de contribuir com milhões de dólares para os programas da ONU para as alterações climáticas”, passando a aplicar esse dinheiro para conseguir uma melhoria ambiental no seu país.

Na declaração assinada por mais de 360 empresas e investidores, os signatários defendem que “a implementação do Acordo Climático de Paris permitirá e estimulará empresas e investidores a transformar os biliões de dólares já investidos no baixo carbono nos triliões de dólares que o mundo precisa para gerar prosperidade para todos a partir das energias limpas”. Sublinham ainda que “a incapacidade de construir uma economia de baixo carbono põe em risco a prosperidade americana”.

“É vital que a comunidade empresarial demonstre o seu compromisso contínuo em lidar com as mudanças climáticas”, disse Barry Parkin, director de Sustentabilidade e Saúde e Bem-Estar da Mars Incorporated. “Este é um momento importante na história política e económica mundial e precisamos unir-nos para resolver os imensos desafios que o planeta enfrenta. As alterações climáticas, a escassez de água e o desmatamento são ameaças graves para a sociedade. É imperativo que as empresas globais, como a Mars, façam a sua parte para enfrentar estas ameaças.”

Por sua vez, Michael Kobori, vice-presidente de sustentabilidade da Levi Strauss & Co., salientou que para a multinacional, “agora mais do que nunca”, é importante reafirmar o seu “compromisso de lidar com as mudanças climáticas, apoiando o Acordo Climático de Paris”, acrescentando que “construir uma economia energeticamente eficiente nos EUA, alimentada por energia de baixas emissões de carbono, irá garantir a competitividade do país e posicionar as empresas dos EUA como líderes no mercado global – tudo enquanto fazemos a coisa certa para o nosso planeta “.

Em suma, as grandes e pequenas empresas comprometeram-se a fazer a sua parte para cumprirem com os compromissos do Acordo de Paris.

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