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Regresso ao futuro: Em 2045 vamos controlar o mundo com a mente

Esta proposta surge enquadrada na agenda da nova Administração norte-americana, no que diz respeito às reformas transatlânticas abordadas pelo magnata republicano.

Que os carros autónomos e a inteligência artificial vão fazer parte do nosso quotidiano num futuro pouco longínquo é um dado adquirido. Elon Musk quer pôr os humanos a viver em Marte e o Hyperloop One vai começar a ser testado já em 2017.

Para os cientistas, o futuro já não passa por aí. Na Agência de Projectos de Investigação Avançada de Defesa do Pentágono (DARPA) prepara-se a próxima geração de inovações tecnológicas.

A DARPA é, desde 1958, responsável por alguns dos mais importantes projectos militares do mundo, que depois de serem aplicados no exército são transportados para o mercado tecnológico civil.

Um bom exemplo? A Internet

O que andam então a criar por estes dias os cientistas do Pentágono? Além dos robots e da inteligência artificial, dos drones que estarão cada vez mais presentes em tarefas comuns do dia-a-dia e dos carros autónomos que vão tornar mais fácil a vida nas cidades, a grande aposta dos cientistas está no poder da mente.

Justin Sanchez, neurocientista e director do departamento de biotecnologia da DARPA, acredita que em 2045 vamos poder controlar o mundo à nossa volta através do pensamento.

E no Pentágono já se trabalha para isso. “Imaginem um mundo onde podem controlar o ambiente à vossa volta através do pensamento. Imaginem que conseguem controlar o funcionamento da vossa casa só com sinais cerebrais ou mesmo comunicar com os vossos amigos e com a vossa família só com a actividade cerebral”, desafia o cientista.

Carros voadores e drones pessoais eles vão mudar a forma como nos movemos

Se pensa que estamos a entrar no domínio da ficção científica, engana-se. Já existem casos de pessoas que conseguem controlar próteses, por exemplo de braços ou pernas, através de implantes cerebrais. A própria DARPA conseguiu devolver a um homem paralisado o sentido do toque com recurso a implantes cerebrais.

Cem gramas de arranha-céus

Mas o avanço da tecnologia irá trazer muito mais do que implantes cerebrais.

O mundo à nossa volta vai sofrer uma reviravolta incomensurável, garantem os cientistas do Pentágono. Na construção de edifícios, por exemplo, podemos esquecer o cimento. Stefanie Tompkins, geóloga da DARPA, garante que os arranha-céus serão ao mesmo tempo robustos e leves como uma pena. Como? Através do uso de materiais fortes como o aço e leves como a fibra de carbono.

“Imaginem a estrutura da Torre Eiffel feita com moléculas cujas propriedades podem ser controladas, ao contrário do que sempre imaginámos. Imaginem um edifício feito com tijolos, sendo que os tijolos serão incrivelmente robustos e leves como uma pena. Estamos a conseguir fazer isto”, explica a cientista.
“Daqui a 30 anos imaginem um mundo onde nem sequer vamos conseguir reconhecer os materiais que nos rodeiam”, garante Tompkins.

Conclusão: os humanos e as máquinas irão mesmo andar de mãos dadas nas próximas décadas. “Acho que em 2045 teremos uma relação muito diferente com as máquinas.

Acho que vamos conseguir interagir com uma máquina simplesmente falando ou carregando num botão”, afirma Pam Melroy, engenheira aeroespacial da DARPA e ex-astronauta.

E dá mais um exemplo. “Por exemplo, agora são precisos inúmeros passos feitos em sequência para aterrar um avião. No futuro, poderão bastar três palavras: preparar para aterrar.” Ou então nem será preciso piloto.

Para os cientistas do Pentágono, esse é o futuro mais provável, e está ao virar da esquina.

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