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Critical thinking!!!

Uf! Lá está a mania de escrever com títulos em inglês… quando mais facilmente poderíamos ter como título “Pensamento crítico”, e ponto.

Confesso que desta vez tinha mesmo que ser… pois a tradução directa não significa, na essência, a mesma coisa. O conceito de critical thinkingencerra em si métodos e técnicas; é um processo de “habilidosa e activa interpretação e avaliação de observações, comunicações, informação e argumentação. Em português, o pensamento crítico tem uma conotação negativa, em que o ataque como defesa é a resposta, e perde–se toda a abrangência encorajada desde os tempos dos filósofos gregos do processo “socrático de questionamento”.

As últimas eleições americanas foram um laboratório de critical thinking, e a lição final que fica é que os temas estratégicos da nação rapidamente deixam de ter direita ou esquerda, deixam de ter cor partidária, para passarem a ser objectivos e interesses da nação. Aceitar ou rejeitar passa pelo processo rigoroso da consideração das “evidências, da relevância do critério no contexto para o qual se quer fazer o julgamento”.

Tanta conversa de base teórica (só) para defender a necessidade de termos em Angola um fórum ou uma comunidade de critical thinking, onde assuntos de estratégia nacional como a educação, saúde, estratégia alimentar, estatísticas, os pressupostos dos modelos financeiros e econométricos, etc., devem ser debatidos! Os temas devem ser discutidos pela sua relevância, independentemente da cor de quem os discute. É um exercício saudável, necessário, pedagógico, profissionalmente enriquecedor e estrategicamente essencial para criar consensos de trabalho e de actuação. Não estamos a acrescentar valor com discussões dispersas numa altura em que é preciso verdadeiramente business intelligence dos grandes temas. O que precisamos para juntos olharmos a nação? O que falta?

O que falta para igualmente, como outras comunidades intelectuais, iniciarmos o grande diálogo com base em critérios como clareza, credibilidade, precisão, relevância, profundidade, significância, e discutir os ganhos comuns da nação angolana? Não pode haver medo nem ignorância, pois juntos aprendemos mais, e a história da civilização conta bem a importância deste exercício para o progresso e soluções de ganhos comuns.

Por Naiole Cohen dos Santos 

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