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Cuca-BGI investiu mais de mil milhões USD nos últimos 15 anos

O Grupo Cuca-BGI, gestor da cervejeira Cuca, investiu nos últimos 15 anos mais de mil milhões USD (mais de 165,7 mil milhões Kz) no desenvolvimento do negócio a nível do País, informou o responsável pelas relações institucionais do grupo.

Frederico Izata, que falou em exclusivo ao Mercado, salientou que os investimentos realizados permitem à empresa, em momentos de maiores restrições, poder gerir, de forma serena e sem riscos, os esforços de manter a companhia com elevados índices de performance.

Fruto da conjuntura vivida no País, em 2016, Frederico Izata destaca que a empresa teve os seus investimentos focados na reposição de alguma maquinaria essencial à manutenção da qualidade e da capacidade produtiva.

Sem especificar o montante, para este ano, a fonte do Mercado revela que existem vários projectos em carteira e a serem avaliados pela administração da empresa, que no entanto estão condicionados à disponibilidade de divisas para investimento.

A prioridade, destaca, passa pela aquisição de matérias-primas e outros materiais de reposição que exigem que se faça recurso às divisas, sem as quais não seria possível fazer importação, por exemplo.

“É verdade que hoje já adquirimos internamente a maioria das nossas necessidades produtivas. No entanto, existe um conjunto de matérias-primas que ainda estão dependentes de importações”, afirma.

É neste sentido, revela, que o grupo prevê investir cerca de 50 milhões USD (8,2 mil milhões Kz), no Pólo Agro-Industrial de Capanda (PAC), província de Malanje.

O investimento será em 4000 hectares irrigado, para a produção de gritsde milho, matéria-prima para a produção de cerveja e deixar de depender das importações num futuro breve.

Balanço

Relativamente ao balanço das actividades da maior cervejeira do País nos últimos anos, Frederico Izata refere que em 2014 se verificou um ligeiro decréscimo nas vendas, face a anos anteriores.

“Em 2015 observámos dois momentos: o primeiro antes dos constrangimentos económicos, onde tivemos uma evolução positiva nas vendas, fruto da aplicação de medidas que visaram a expansão e o crescimento do negócio. O segundo momento teve que ver com a desvalorização da moeda nacional e o consequente aumento dos preços dos produtos e das matérias-primas, ligado à perda do poder de compra.”

Ainda assim, o responsável das relações institucionais da Cuca nota que o País vive momentos complicados, com quedas nas vendas a atingir os 40%.
“Em 2016 reajustámos as operações para fazer face à actual conjuntura económica do País, salvaguardando a qualidade e a disponibilidade de oferta”, disse, frisando que a partir de meados do ano passado se observou uma clara recuperação do mercado, com a procura a reflectir o aumento de vendas face ao período homólogo anterior.

Assegura que a recuperação é fruto de alguma mudança nos padrões de consumo dos angolanos, verificando–se, hoje, no mercado, preços exagerados e inacessíveis, como o caso do vinho e das bebidas espirituosas.

Frederico Izata acrescenta que as importações destes produtos também baixaram e foram substituídas por marcas nacionais. Actualmente, a produção nacional de cerveja é suficiente para cobrir todo o consumo nacional, que é um objectivo fixado pelo Executivo, garante.

Como explica, a Cuca como cerveja nacional tem presença constante nas mesas dos consumidores e em diferentes momentos.

Em relação à quota de mercado da Cuca, Frederico Izata esclarece que não existe medição no País, mas revela que a marca Cuca historicamente mantém uma quota de mercado superior a 50%.

Por André Samuel 

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