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Belas Shopping reposiciona-se para classe média/alta

O Belas shopping comemora no próximo mês de Março 10 anos desde que foi inaugurado, com o estatuto de primeiro Shopping Center do país. Portanto, título impossível de perder, contrariamente aos de maior e melhor centro comercial. No entanto, a possibilidade de acontecer é cada vez maior, tendo em conta a tendência. De crescimento do sector. Desde 2007, por exemplo, foram apresentados mais 15 projectos no país, dos quais oito já foram inaugurados.

Por César Silveira | Fotografia Walter Fernandes

A administração do Belas Shopping está mais preocupada com o estatuto de melhor do que de maior centro comercial. Acredita que o aumento de ofertas no País ajudará a atingir o estatuto de melhor ou, pelo menos, o nível perspectivado no início, enquanto carregava o estatuto de único neste sector.

“Agora passámos a dividir as visitas. Com a abertura de novos centros comerciais, começámos a fazer a transição para aquilo que nós queremos, que é o factor qualitativo. Ou seja, poder oferecer o melhor em qualidade. Interessa-nos mais dimensionar o nosso shopping para atender bem os clientes nesta região onde estamos localizados em termos de segurança, manutenção e consumíveis, e é aqui onde queríamos chegar. Não viemos para ser o maior, mas sim para atender um nicho específico e oferecer um bom serviço. Há pessoas que se deslocavam de Benguela ou das províncias para vir ao Belas”, adiantou Irmala de Souza, membro da administração do Belas Shopping.

Continuando, a gestora afirma que o Belas pretende posicionar-se como um shopping para a classe média/alta. “Queremos focar-nos para atender a região de Talatona. Não somos classe A, porque não oferecemos as marcas classe A que existem no mundo e são marcas de consumo do perfil das pessoas desta classe. Queremos ser um shopping para atender a classe média/alta, que é onde vemos a região de Talatona.”

Perguntámos se houve alturas em que a administração considerou o problema das enchentes: com o seguinte argumento “Está exagerado, não era para ser assim?
Houve alturas em que dissemos que, de facto, não era para estar assim. Não tem o menor interesse para nenhum centro comercial ter uma longa fila de carros para entrar, como já tivemos noutras alturas. Nenhum centro comercial fica feliz com isso. O que queremos é que o cliente venha e saia com uma experiência positiva por ter passado aqui. O surgimento de mais centros comerciais tem um lado muito positivo para o negócio.

Demonstra solidez do mercado, e isso faz com que as marcas internacionais passem a acreditar mais no mercado angolano, e cada um de nós tem mais facilidade em trazer estas insígnias para cá. Todos juntos, conseguimos mostrar melhor a evolução do País”.

Portanto, a impossibilidade de manter a qualidade sempre nos níveis desejados é uma das consequências do estatuto de “primeiro”, assim como o foi a dificuldade em se relacionar com os lojistas ou negociar com os fornecedores. “Como fomos o primeiro, realmente foi uma fase de muita luta. Era a primeira experiência, estávamos a trazer o comércio de rua para um centro comercial, que tem regras, normas a cumprir, e as pessoas não estavam acostumadas a isso. Foi difícil, por exemplo, passar a mensagem aos comerciantes de que era necessário respeitarem-se os horários. A concorrência também vai ajudar a baixar os preços, porque uma coisa é o novo fornecedor ter apenas um cliente e outra é ter vários”, salientou.

Saiba mais, na nova edição da Revista Rumo. 

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