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Confiança: conquista ou reconquista. Qual será mais difícil?

Conquistar ou reconquistar a confiança. O que será mais difícil? Ou seja, será mais fácil conquistar a confiança de um novo amigo, cliente, colega, colaborador e afins ou reconquistar depois de a perder? Depende.

Evasiva, a resposta exige a argumentação que se segue. Seria mais fácil reconquistar se, apesar do motivo que levou à perda da confiança, existissem motivos que levassem o potencial reconquistado a pensar: “Apesar de… (da falha), existem razões para… (dar mais uma oportunidade).” Portanto, num cenário destes, parece mais fácil obter um “sim” ao pedido de reconquista do que ao pedido de “conquista”, onde facilmente se poderá ouvir: “Por que razão confiaria… (num desconhecido)?”

Uma resposta muito propensa em situações em que o potencial conquistado tem várias outras opções para avaliar e ainda mais se estiver numa relação corrente óptima. Um cenário muito comum no mundo dos negócios e ou na gestão.

No entanto, a reconquista poder-se-á apresentar mais difícil se na base da perda da então confiança estiveram múltiplas decepções. Fazendo recurso à metáfora de Stephen Covey na obra Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes,diria que a reconquista se apresentaria menos ou mais difícil, dependendo dos depósitos e ou levantamento que formos fazendo na conta bancária emocional aquando da relação com quem pretendemos reconquistar a confiança.

Se andarmos a fazer saques permanentes e automáticos (injustiças, mentiras, falácias, etc.), a reconquista apresenta-se difícil… Se andarmos a fazer depósitos permanentes e automáticos (compreensão, integridade, desculpar-se, honrar compromissos), a reconquista é mais fácil.

Portanto, sendo possível, nada melhor que manter a confiança das relações correntes e tentar conquistar novas. Porém, no mundo dos negócios nem sempre é possível preservar e a reconquista passa a ser o desafio. Esta é, por exemplo, a realidade com que se depara a nova administração do BPC: reconquistar a confiança dos clientes, colaboradores e parceiros, assim como conquistar a de potenciais novos clientes, bem como manter a confiança depositada para o desafio de reestruturação da instituição. Naquela que é a primeira entrevista de um membro da administração que dirige os destinos do maior banco público desde Outubro de 2016, o CEO Zinho Baptista Manuel fala do referido desafio. Portanto, é o destaque desta 33.ª edição da revista Rumo.

Por César Silveira

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