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Urbanização Boa Vida: O desafio de inovar num sector maduro

Depois do boom do sector imobiliário iniciado na segunda década de 2000 e todo o desenvolvimento que se seguiu, fica difícil admitir e ou acreditar que não passa de mera campanha de marketing quando surge um novo projecto apresentado com o slogan de “inovação” como principal vantagem competitiva.

Por César Silveira

O que poderá este projecto trazer de novo, depois do surgimento e desenvolvimento de, por exemplo, Talatona? Ou ainda, o que terá de diferente para não ser apenas mais um dos muitos condomínios espalhados por Luanda?

A Urbanização Boa Vida certamente provocou e ou provoca estas e outras questões semelhantes, pois tem o “conceito inovador” como sua bandeira de apresentação. Thomas Dowbor, PCA da Poltec, no entanto, garante não se tratar de uma mera campanha de marketing, pois “os factos falam por si. O projecto Urbanização Boa Vida trouxe uma novidade ao mercado em relação ao conceito e à qualidade, bem como em relação a sua realização. Em termos de conceito, é um projecto único em Angola. Nós temos exemplos de diferentes iniciativas: chinesas, brasileiras e portuguesas, mas um projecto com características especificamente angolanas ainda não tivemos.”

Pormenorizando, o gestor destacou o acesso, a educação e o serviço de saúde de qualidade como os principais eixos do projecto.

“Ao longo dos 20 anos que estou em Angola já morei em todos os cantos de Luanda e o trânsito foi sempre um dos principais dramas. A Urbanização Boa Vida vem dar resposta a este problema e proporcionar uma qualidade de vida que conhecemos noutros países. Traz um conceito de autonomia ou integração. Garante todos os serviços de que precisamos para viver bem. Temos creches, kidzone, playground e todos os elementos necessários para garantir aos nossos filhos ocupação e educação. Para as mulheres, temos centro comercial, SPA, ginásio, piscinas, clínica de estética e todos os outros elementos necessários para elas se sentirem bem. É um conceito virado para espaços de socialização onde podemos passar tempo com os familiares. Um dos grandes problemas de Luanda é o acesso aos serviços básicos. Qualquer morador da capital sabe que para comprar pão ou vinho precisa de se deslocar e que terá de enfrentar o trânsito. A Boa Vida responde a esta necessidade: temos tudo a três minutos.”

No que diz respeito à educação, Thomas Dowbor garante que a Urbanização Boa Vida vai quebrar com a ideia de que é impossível encontrar o binómio qualidade/preço justo no País. “Existe um conceito quase generalizado de que a educação em Angola não consegue proporcionar os níveis que desejamos para os nossos filhos. Queremos combater esta ideia com a construção de uma escola, que tem a ambição de ser a n.º 1 no País, para deixarmos de ter necessidade de mandar os filhos estudar fora em busca de uma educação melhor. Queremos proporcionar educação de nível elevado a um preço justo, de uma maneira a que as pessoas da classe média possam ter acesso. É esta ambição que colocamos na construção da escola da Boa Vida.”

O mesmo princípio se enquadra no que denominou de“terceiro eixo do projecto”. “É uma clínica hospitalar, motivada pelas dificuldades que enfrentamos nas diversas clínicas devido ao atendimento não muito bom e preços altos.

Concebemos uma unidade hospitalar que vai garantir que recebamos um tratamento digno com a mais alta qualidade. Temos parceria com ingleses, reconhecidos mundialmente.

Tudo está pensado para a qualidade de vida e estes três eixos: acessibilidade, educação e serviços hospitalares do “mais alto nível” fazem da urbanização um serviço único.”

Para reforçar o nível de qualidade do projecto, Thomas sublinha que “a urbanização oferece a possibilidade de as pessoas viverem como se estivessem, por exemplo, no Dubai ou em Lisboa, não será nem um milímetro diferente, pelo contrário, será melhor, porque se trata de um projecto angolano” que contou com a intervenção de especialistas internacionais.

“O processo de desenvolvimento ou de criação passa necessariamente pela partilha do conhecimento e evidentemente que para conceber o projecto convidámos várias entidades, tanto do Dubai como da Europa e da África do Sul. As pessoas envolvidas ao nível do conceito têm vivido experiências internacionais. A Boa Vida é um projecto adaptado de alguns projectos bem-sucedidos internacionalmente. Nós temos know-how,conhecemos a realidade, as características e as especificidades dos angolanos, mas na busca das soluções mais inteligentes convidámos sempre as pessoas que sabem melhor. No conceito participaram várias entidades mundiais a nível de arquitectos e engenheiros, para nos trazerem ideias mais modernas e reconhecidas, mas respeitando as particularidades do modo de vida do povo angolano.”

E como pensa a Poltec garantir esta inovação, visto exigir mais do que a qualidade das infra-estruturas.

O que garante, por exemplo, que os serviços de saúde e de educação terão efectivamente a qualidade como vantagem competitiva?

O PCA da Poltec apresenta como solução a aposta em boas parcerias e uma gestão de excelência, que será garantida pela própria empresa. “Ao longo dos anos percebemos que para garantir a qualidade da construção tivemos de montar um formato de gestão diferente das outras empresas, pois o segredo da diferenciação passa pelo formato de gestão.

O processo de construção é complexo e ao conquistarmos este nível de excelência percebemos que os demais negócios podem também atingir o mesmo nível de excelência desde que garantamos o mesmo conceito de gestão. Por isso, no conceito da Boa Vida, da sua futura gestão e dos diferentes equipamentos sociais nós não iremos abrir mão, por mais que outros operadores queiram ficar com os cinemas e outros serviços. Podemos ter parcerias para cada um dos equipamentos, mas a Poltec será sempre a entidade gestora, para garantir no longo prazo o mais alto nível, tanto da manutenção como da gestão das unidades.”

Apesar de 20 anos de actividade no sector e da construção de 14 projectos, será a primeira vez que a empresa apostará na gestão imobiliária, e Thomas diz-se arrependido por não optarem pelo mesmo modelo nos anteriores projectos. “Nos anteriores abrimos mão da gestão por opção dos moradores. Aqui, essa opção não existe. Ao comprarem as casas, as pessoas assinam o compromisso de que a gestão irá permanecer nas mãos da Poltec, exactamente visando esta qualidade que se pretende. Não é uma questão facultativa.”

O modelo anunciado, entretanto, motiva algumas interrogações. Não estarão os futuros moradores reféns dos preços ditados pela Poltec, que desta feita poderá inflacionar quando bem entender? “Este nosso projecto tem a preocupação de trazer para os clientes o sentimento de que estão a fazer um bom negócio na relação qualidade/custo. Existe um equilíbrio muito interessante e queremos deixar esta sensação em todos os serviços que vamos propor, incluindo a gestão.
Vamos apostar numa gestão transparente e com custo controlado, que traga também benefícios para o cliente final.”

No terreno, entretanto, a atenção continua a ser a qualidade das casas, suportada pelas quatro moradias, de igual número de modelos de tipologias T3, T4 e T5 construídas para servir de modelos. Entre outros aspectos, destacam-se o pé direito das mesmas, de quase quatro metros. É possível também testemunhar o interesse que o projecto desperta pelas constantes visitas de potenciais clientes, atendidos pelos comerciais. A urbanização ocupa uma área de 722 mil metros quadrados e resume-se a um complexo de cinco condomínios fechados com 729 vivendas, centro comercial com 112 lojas, entre outros serviços.

Apoiar os lojistas para sucesso do centro comercial

Por outro lado, Thomas Dowbor adiantou que a estratégia da empresa para assegurar a qualidade do centro comercial da Urbanização Boa Vida passa pelo apoio dos investidores individuais. “Criámos uma unidade de apoio ao desenvolvimento dos negócios porque estamos conscientes de que Angola está a atravessar um momento difícil, que dificulta aos pequenos e médios empresários iniciar a sua carreira.

Pensamos nesta unidade para auxiliar os empresários que serão ocupantes do centro comercial, para poderem desenvolver os seus negócios de uma forma mais eficaz, o que nos vai garantir uma integração dos serviços. Queremos garantir o sucesso de todos, passando, evidentemente, pelo sucesso individual de cada lojista. Não queremos deixar os lojistas entregues às dificuldades macroeconómicas devido às dificuldades do País. Vamos acompanhar, monitorar e fazer tudo o que possamos para garantir o sucesso individual, que depois irá compor o sucesso geral do centro comercial.”

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