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Em tempos de crise II

Em tempos de CRISE, deixe cair o “S” do susto e CRIE. O tempo passou… pessoas, empresas e até países há muito que deixaram cair o “S” e seguem em frente, priorizando, criando um novo redireccionamento e reposicionando-se no mercado.

Por Naiole Cohen dos Santos

Passou o período de paralisação, do “ai meu Deus, o que fazer?”! Sentimos que para a frente é que é o caminho. Nem vale a pena dramatizar! Não há outra alternativa…

Estamos a aprender que não se faz futuro com erros e passos do passado, faz-se futuro com novos modelos e métodos de trabalho. Para os mais distraídos, convém relembrar o velho sábio Albert Einstein: “Não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes.”

Em muitos casos tentamos todos não fazer… ainda mais porque com a “influência” chinesa já sabemos que a palavra “crise” são dois caracteres que significam perigo e oportunidade.

O perigo obrigou a reduzir custos fixos, eliminar desperdícios, diminuir despesas ou mesmo adiá-las. Reviram-se carteiras de clientes, ajustaram–se fornecedores, analisaram-se os produtos de maior valor agregado. E as oportunidades? Porque não foram criadas? Com tanta energia pronta. Ups! Será que “ainda” estamos em tempos de crise? Arrisco que hoje a crise é de confiança.

Não falo de Angola. Falo do mundo. A definição refere como sendo o “sentimento colectivo de insegurança em relação ao futuro, de natureza política ou económica”.

A crise é de confiança, e para se retomar a confiança precisam-se de evidências. Porquê? Porque a incerteza é definida “… como uma situação na qual o conhecimento, devido à escassez de evidência, é incompleto ou não confiável como guia de conduta”. Investir, produzir e consumir são decisões económicas que reflectem ou não confiança no mercado. A decisão de hoje é o lucro futuro ou o prejuízo de amanhã. São tempos de decisão, tempos de escolhas. As políticas económicas e os incentivos têm que saber “escutar o mercado” e dar acesso à informação económica e política.

Não estou a escrever bonito, estou apenas a recordar o mais velho sábio Keynes na Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda ( 1936 )… “crise de confiança na economia, nem mesmo um aumento de liquidez é capaz de reactivar o investimento”. Portanto, já estamos avisados há muito tempo…!

Nestes tempos de balanços e balancetes, as demonstrações de resultados têm que mostrar se perdemos ou ganhamos. O que aprendemos em tempo de crise? Há que ter evidências, para que a apreciação possa ser completa, verdadeira e apropriada.

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