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A mulher, na visão do artista Landrick Luzinga

A exposição, composta por quadros e esculturas, retrata a relação entre o passado, o presente, a modernidade e a cultura angolana.

Por Líria Jerusa | Fotografia Carlos Muyenga

Está exposta desde o dia 1 de Março, composta por quadros e esculturas, onde o artista reflecte os vínculos entre aspectos ligados às tradições e a contemporaneidade, sendo a mulher africana o elemento fundamental na exposição.

No seu trabalho, a mulher é apresentada como símbolo da vida, do sacrifício, da energia, alegria e amor na sociedade, uma exposição detalhada com cores vivas e esculturas de madeira e material reciclado.

Ao Mercado, o artista esclarece que procurou explorar e apresentar uma preocupação para com o meio ambiente e a sua preservação, dando uma “segunda vida” a produtos que seriam descartados para o lixo, como lata.

No trabalho, o artista plástico apresenta diferentes personagens que interagem com as obras expostas, numa relação criador-criação, como se assim lhes desse a oportunidade de ganhar vida para se expressarem.

Ainda sobre as homenagens dirigidas às mulheres, no quadro do 8 de Março, decorreu nesta semana, na Liga Africana, em Luanda, o Festival de Teatro da Mulher (Festeatro).

Diversas actividades sociais e culturais decorreram a nível do País em homenagem às mulheres. A jornada Março-Mulher inclui debates, reuniões e palestras que decorrem em todas províncias de Angola, com o objectivo de divulgar e reflectir a importância da data e discutir o papel da mulher na sociedade actual.

O festival prestou homenagem às mulheres encenadoras, actrizes e directoras, que ao longo de várias décadas têm contribuído para a promoção do teatro. André Manuel, membro da organização, disse que a organização do festival reconheceu os esforços das mulheres no exercício das artes cénicas.

Entre as mulheres homenageadas, estão Agnela Barros (consultora), Marcelina Ribeiro (professora), Solange Feijó (encenadora e directora), Carla Esmeralda (actriz e directora), Mana Helena (encenadora e directora), Marisa Júlio (actriz e encenadora), Naed Branco, Conceição Diamante, Vanda Pedro, Sophia Buço, Helena Pascoal, Priscila Moreira, Tatiana Alexandre, Nareth Bionda e Lectícia Kambovo (actrizes).

Ainda em alusão à data, uma exposição fotográfica que retrata as diferentes facetas da mulher na sociedade, desde professoras, militares, zungueiras e mendigas, aconteceu na cidade do Lubango, província da Huíla, no Instituto Superior Politécnico Gregório Semedo.

Natural do Uíge, Landrick Luzinga nasceu em 31 de Dezembro de 1988, e passou a sua infância e juventude na República Democrática do Congo. Frequentou os estudos primários e secundários e obteve a sua formação académica em Kinshasa, na Academia de Belas-Artes. Landrick estagiou nos ateliersdos artistas plásticos angolanos Etona, Patrício Mawete e Cristiano Mangovo.

Participou, ainda como estudante universitário de Belas-Artes, em Kinshasa, em exposições colectivas, no Espace SADI e na Embaixada da Bélgica, em 2008, e na Academia de Belas-Artes, em 2009. O artista estreou-se em Angola em exposições colectivas no Lubango, sendo a primeira em 2010. Neste mesmo período, 2011, participou numa actividade de arte de rua realizada pela ONG Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP-Angola), e na exposição colectiva Mãe África, ambas em Luanda.

Regressou a Kinshasa em 2012, onde apresentou a performanceFrancophone, na Academia de Belas-Artes.

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