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Hugo Boss. Vendas online caem e arrastam acções

No primeiro trimestre do ano as vendas na internet desceram assim 27% devido a uma redução no número de visitantes no site da marca.

Por Dinheiro Vivo

As acções da marca de vestuário Hugo Boss caíram 5% hoje, depois da empresa alemã ter reportado uma nova queda nas vendas online nos primeiros três meses do ano, apesar das vendas globais e dos lucros terem registado valores melhores do que era esperado, noticia hoje a Reuters.

Esta foi a maior queda nas acções nos últimos cinco meses, desde Novembro de 2016. A queda acentuada no comércio electrónico surge agora depois de em Março a Hugo Boss ter anunciado que o seu negócio online era uma prioridade máxima.

No primeiro trimestre do ano as vendas na internet desceram assim 27% devido a uma redução no número de visitantes no site da marca, depois dos bons números registados no ano passado. Só nos Estados Unidos, as vendas da marca caíram 7% na sequência de uma decisão estratégica de deixar de vender produtos de vestuário em lojas multi marca e outlets. A empresa está a tentar recuperar terreno sob a batuta e a liderança de Mark Langer, o antigo responsável pela pasta das finanças que entretanto foi promovido a CEO há cerca de um ano. Em Novembro, Langer garantiu que a Hugo Boss retomará o seu crescimento em 2018, à medida que elimine algumas sub-marcas do grupo, abrande a expansão de novas lojas e consiga aumentar as vendas online.

O último trimestre foi pautado por “condições de comércio difíceis em mercados chave e uma queda continuada no comércio electrónico”, explicaram os analistas do Citigroup, Thomas Chauvet e Silky Agarwal, citados pela Bloomberg.

Apesar de tudo, os lucros da Hugo Boss aumentaram 25% para os 48 milhões de euros, com as vendas a crescerem também 1% para os 651 milhões de euros, contra as previsões dos analistas que davam conta de lucros na ordem dos 46 milhões e vendas de 641 milhões, respectivamente. Na China, a Hugo Boss cresceu 3% no primeiro trimestre de 2017. Já na Europa, as vendas também cresceram 3% (no Reino Unido o crescimento foi de 7%), potenciadas pelo aumento da procura no continente e pela retoma no sector do turismo.

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