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Green bounds, por um mundo melhor

No news is a good news. Costumamos dizer. Não é o caso. Esta é de facto uma boa notícia.

Por Nilza Rodrigues

Dada pelo Banco Mundial no decorrer dos Spring Meetings em Washington: a IFC (International Finance Corporation) membro do Grupo do Banco Mundial, e a Amundi, líder europeu de activos, concordaram em criar o maior fundo verde vinculado aos mercados emergentes – uma iniciativa de 2 mil milhões USD que visa aprofundar os mercados locais de capital e expandir o financiamento para o clima. Boas novas. O sector financeiro rende-se assim, uma vez mais, à abordagem ecológica.

O mercado global dos Green Bounds – títulos de dívida emitidos por empresas e instituições financeiras para viabilizar projectos com um impacto ambiental positivo – expandiu-se rapidamente nos últimos anos – totalizando mais de 100 mil milhões USD em 2016. Mas uma enorme lacuna persiste: poucos bancos em países em desenvolvimento emitiram tais títulos. E é nesses mercados que a diferença se faz. Porque antecipa uma tendência mundial, ajudando à construção de uma energia mais limpa e de um país mais sustentável; porque diversifica as áreas de investimento. Sectores de agronegócio, florestal e papel e celulose, de energia…todos têm um potencial infindável; e, por fim, para dar uma imagem renovada da sua empresa. Não esquecer que empresas com foco em sustentabilidade corporativa estarão sempre um passo à frente das outras.

E bons exemplos não faltam. Na índia, o Yes Bank emitiu o primeiro título verde da Índia, avaliado em 10 mil milhões de rúpias (160 milhões USD), a fim de financiar uma infraestrutura que inclui projectos de energia solar, energia eólica, biomassa e uma pequena hidroelétrica. A emissão tem como um dos seus objectivos ajudar o primeiro-ministro Narendra Modi a passar de 34 gigawatts de capacidade de energia renovável para 175 gigawatts até 2022. A Apple, outro exemplo, emitiu 1,5 mil milhões USD em títulos verdes para financiar projectos de energia renovável, armazenamento de energia, eficiência energética, construções verdes e conservação de recursos naturais.

Para o CEO da IFC, Philippe Le Houérou. já estão identificados dezenas de bancos em muitos países em desenvolvimento ao redor do mundo que poderiam estar interessados neste fundo. É um projecto win-win: apoia a sustentabilidade e aprofunda o acesso aos mercados internacionais para emissores de mercados emergentes.

Para terminar, um número. O Grupo do Banco Mundial é um dos principais emissores de obrigações verdes. Até agora, já emitiu 8,5 mil milhões USD em títulos verdes em 18 moedas. Significa que o mundo está cada vez a investir mais na economia verde. Um valor a agregar. Todos.

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