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Cimeira do G7 reduz a incerteza sobre o proteccionismo

A reunião foi marcada por convergências e controvérsias. No final, os líderes das sete economias concordaram em combater o proteccionismo. Trump não se opôs ao compromisso assinado pelos países em combater o proteccionismo e continuar a apoiar o comércio internacional sustentado nos tratados internacionais.

Por Research Atlântico 

As promessas eleitorais de Donald Trump e o voto de Brexit constituíram durante o final do ano passado dois pontos de grande apreensão para os Estado Unidos da América (EUA) e Reino Unido, respectivamente, pois carregavam consigo o proteccionismo e a luta contra a migração, que contrapunha o conceito de globalização.

Os líderes mundiais das economias mais industrializadas estiveram durante dois dias em Itália onde abordaram os mais variados temas, como o comércio internacional, a sustentabilidade ambiental e segurança dos cidadãos. Fizeram-se presente nos dias 26 e 27 de Maio, os líderes da Alemanha, EUA, Canadá, Reino Unido, Japão, França e Itália.

A Cimeira do G7 acontece anualmente sob presidência rotativa e tem como principal objectivo a definição de respostas para os desafios globais. Na recente reunião os países analisaram a luta contra o terrorismos, a situação dos refugiados, tal como questões do acordo de Paris que se cinge na luta contra as mudanças climáticas, sendo que o presidente norte-americano deixou claro durante a sua campanha eleitoral, que pretendia retirar o país do referido acordo.

A reunião foi marcada por convergências e controvérsias. No final, os líderes das sete economias concordaram em combater o proteccionismo. Trump não se opôs ao compromisso assinado pelos países em combater o proteccionismo e continuar a apoiar o comércio internacional sustentado nos tratados internacionais.

Segundo a declaração assinada pelos chefes de Estado os países comprometeram-se a trabalhar juntos para melhoria do funcionamento da Organização Mundial do Comércio, para garantir a implementação total e transparente e o cumprimento efectivo e atempado de todas as regras da organização. Assim sendo, os países terminaram a reunião com uma conquista alcançada, o comércio internacional, que contribuirá para o crescimento integrado mundial.

A luta contra o terrorismo também constituiu um ponto convergente entre todos os países, tendo o G7assinado uma declaração sobre terrorismo, ficando acordado o aumento da pressão sobre os grupos da Internet para combater conteúdos radicais. A solicitação foi feita pelo Reino Unido, influenciada pelo atentado em Manchester, que vitimou mortalmente 22 pessoas e deixou cerca de 64 pessoas feridas.

No que se refere as questões climáticas, o cenário foi inverso, isto, porque os países não conseguiram chegar a um consenso, pelo facto dos EUA recusar-se em assinar o Acordo de Paris de 2015. Durante a reunião os seis países encontraram dificuldades em convencer o líder norte-americano a ratificar o acordo, tendo sido o único a demonstrar relutância para a assinatura do mesmo. Importa destacar que o presidente Barack Obama, que antecedeu o actual presidente norte-americano, assinou o Acordo de Paris em Setembro de 2016.

Internamente, Trump, revogou a legislação aprovada por Obama para redução da emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, eliminando as restrições para indústria energética. De modos a impulsionar a produção energética, o presidente chegou a assinar ordens executivas que revogavam os limites de emissão de gases pois constituíam uma limitação para produção das empresas.

A Cimeira terminou com a incerteza, no que se refere a ratificação entre todos os países do Acordo de Paris de 2015 que encontra-se pendente da conclusão norte-americana. Entretanto, Trump comprometeu-se em divulgar a sua decisão final sobre a permanência, ou não, do país no acordo durante a semana vigente.

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