Connect
To Top

Paulo Sousa: “Temos a maior e melhor loja de electrodomésticos do País”

Um grupo a pensar nas grandes marcas e focado em trazer para Angola empresas de renome internacional. Qualidade garantida.

Por César Silveira | Foto Carlos Muyenga 

Top Brands Angola – Retalho inaugurou, entre Abril e Maio deste ano, oito lojas, representando marcas internacionais como a Zippy, a Worten, a SportZone e a Swatch.

O director executivo, Paulo Sousa, fala dos projectos, não apenas da Top Brands Angola – Retalho, mas do grupo a que pertence, no caso a Top Brands Angola.

O que é a Top Brands Angola e qual a sua estratégia para o mercado angolano?

O Grupo Top Brands Angola é um grupo nacional e 100% privado e está no mercado há cerca de um ano, sensivelmente. Adquiriu uma posição de outras insígnias que já existiam, nomeadamente as marcas do Grupo Cortefiel, e começou a apostar, numa fase inicial, na área de retalho de moda. Hoje representamos várias marcas, como a Cortefiel, a Springfield, a Swatch, a Mo, a Chicco e a Worten. Temos ainda uma loja de luxo, que é a Britend, e muito em breve vamos começar a representar novas marcas internacionais, com as quais fechámos acordos muito recentemente. Mas não nos ficaremos por aqui. Como o nosso nome indica, actuamos em áreas distintas de negócio e pretendemos estar sempre associados a marcas de topo. O grupo está dividido em quatro áreas de negócio. Uma delas é a Top Brands Angola – Retalho, onde estão todas estas marcas que referi, com lojas especializadas abertas ao público. Actualmente contamos com 34 lojas e pretendemos chegar, até ao final do ano, a 65. Depois temos a Top Brands Angola Saúde, com uma insígnia de farmácias, que são as Farmácias de Angola, que já existiam e que colocámos dentro do nosso grupo. Temos também uma área de representação de laboratórios internacionais, e já estamos a representar alguns laboratórios e a fazemos a distribuição de medicamentos, não apenas nas nossas farmácias. Uma terceira área é a Top Brands Angola Distribuição, que se dedica à distribuição no mercado de um segmento de marcas de grande consumo. Hoje representamos as marcas do Grupo Unilever, a Bacardi Martini, a Fundação Eugénio de Almeida, que é a maior empresa de vinhos em Portugal, e estamos a preparar novos acordos de representação. Iremos distribui–las no mercado, de uma forma aberta, a todos os players que desejem. Por fim, teremos a Top Brands Angola Serviços.

E o que fará a Top Brands Angola Serviços?

Irá incluir um misto de vários serviços que temos e outros que estamos a criar. Um deles é uma agência de viagens, que já está operacional, mas neste momento dedicada a um segmento mais corporate. Em breve irá dedicar-se também à área turística, na qual pretendemos rapidamente ser um player importante. Temos também uma área de consultoria, uma área de serviços partilhados na qual temos uma divisão por três segmentos. Um segmento de recursos humanos, onde vamos prestar serviços de processamento salarial e gestão de recursos humanos; uma área de contabilidade e finanças, onde prestamos, também ao mercado e de forma aberta, serviços de contabilidade e gestão financeira, e, por fim, uma área de tecnologia de informação, em que representamos marcas como a SAPO, que é o software de tecnologia de informação mais conhecido no mundo. Para além disso, iremos prestar serviços de suporte informático. Basicamente, isto é a Top Brands Angola. Estamos a dar os nossos primeiros passos, mas temos um grande caminho pela frente, e com certeza cada vez mais irão ouvir falar de nós.

As áreas do retalho e da saúde são as únicas que estão já a funcionar?

Essencialmente. São as duas que estão há mais tempo no mercado. Como disse, já temos 34 lojas e também 10 farmácias e estamos a distribuir medicamentos no mercado. As áreas da distribuição e dos serviços são as que, neste momento, estão a dar os primeiros passos, mas em poucos meses estarão em força no mercado.

Quais são as perspectivas em termos de novas lojas a curto prazo?

Temos, obviamente, um plano estratégico a três e a cinco anos. Este ano, as nossas perspectivas são a consolidação dos negócios existentes e arrancar com estas novas áreas que mencionei. Quanto à consolidação dos negócios existentes, prevemos, para este ano, a abertura de cerca de 8 a 10 farmácias e entre 25 a 30 lojas de retalho. Nos próximos anos, o nosso objectivo será continuar esta expansão, seja o aumento do número de lojas das marcas que representamos, seja a angariação de novas marcas. Isso é fundamental para nós.

Muito em breve iremos anunciar mais duas marcas, desta feita brasileiras, que entrarão pela primeira vez no nosso mercado, mas queremos entrar também noutros segmentos, como o da beleza, da saúde e da alimentação. Queremos trazer todas as insígnias que fazem falta no mercado e depois desenvolver todos os outros segmentos com novas marcas e posicionar os nossos serviços como referências no País, de forma que as empresas nos possam ter como parceiros fiáveis, de segurança e com serviço de qualidade.

A actual situação económica do País, mormente a dificuldade de divisas, cria algum embaraço na relação com estas marcas internacionais. Como têm gerido esta situação?

A dificuldade não é propriamente trabalhar com as marcas, é, obviamente, conseguir manter o negócio estável. O nosso papel é encontrar junto da banca privada e do Executivo formas de contornar esta dificuldade. O nosso grupo tem actualmente quase mil colaboradores e começamos a ganhar uma dimensão que nos obriga a ter maior rigor na nossa gestão, porque há demasiadas famílias que dependem de nós. Utilizamos este nosso pequeno volume de negócios, mas que já existe, para junto das instituições com quem interagimos conseguirmos encontrar formas de ultrapassar esta dificuldade, e temos conseguido. O relacionamento com as insígnias não tem de ser difícil por isto, temos é de saber ser transparentes, profissionais e, obviamente, as marcas internacionais que querem estar no mercado percebem o momento e são pacientes. Conseguem entender e ajudar, inclusive, a ultrapassar este momento difícil, desde que haja esta transparência e que o trabalho seja profissional. Se assim for, iremos conseguir trazer mais marcas e conseguir mantê-las e desenvolvê-las, mesmo neste momento difícil.

Leia na íntegra, a entrevista na Revista Rumo, já bancas. 

You must be logged in to post a comment Login