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Fintech chega às mãos do Banco Atlântico

“As soluções FinTech permitem diminuir os custos dos bancos, auxiliam na promoção de taxas mais atractivas e monitorizam a satisfação dos clientes”.

Por Fernando Baxi 

fernando.baxi@mediarumo.co.ao 

A banca angolana está atenta ao progresso tecnológico verificado na indústria financeira mundial, numa clara demonstração de querer estar ao nível das grandes instituições similares, onde as FinTech tendem a assumir um papel de destaque perante o modelo bancário tradicional, hoje secundário nos mercados mais evoluídos.

No sistema financeiro angolano, o Banco Millennium Angola (BMA) tornou-se no pioneiro a primar pela alta tecnologia nos serviços prestados aos clientes ao inaugurar o primeiro balcão digital em Luanda. Desta feita, reforça a condição de uma das instituições líderes no que diz respeito a inovação no sector bancário. Foi, por exemplo, pioneiro também na implementação do factoring no País.
A mais recente aposta tecnológica do BMA vem revolucionar o modus operandi da banca angolana.

Com este instrumento, os utentes podem abrir contas bancárias e obter cartões multicaixa sem assinar qualquer papel, algo diferente dos balcões tradicionais. Toda a operação é feita à base do sistema digital incorporado naquela solução financeira.

Esta modalidade bancária privilegia o cliente e pode ser a solução para um dos principais problemas de grande parte dos balcões de atendimento ao público: as enchentes de clientes.

Como Funciona

O suporte tecnológico do sistema está a cargo da Novabase, que é a detentora do softwarede abertura de contas  Wizzio OnBoarding. Com esta solução informática, todo o processo de contas é simplificado. A captura dos dados dos clientes é efectuada através do tablet da Microsoft Surface que elimina os formulários em papel. da inauguração da respectiva solução financeira, que ocorreu em Luanda.

De seguida sublinhou que “o futuro chegou a Angola através do balcão digital”, acrescentando que o foco da instituição está “neste primeiro balcão, que é um teste para perceber como as dinâmicas funcionam, como os clientes se habituam a esta nova forma de fazer banca. É mais importante adaptar os pontos de atendimento que já existem do que propriamente abrirem-se outros. O mais importante é que criámos uma nova proposta de valor”, disse o CEO no dia em que o BMA comemorou 11 anos de existência.

O investimento da respectiva instituição bancária foi encarado como o mais correcto, tendo em conta a evolução tecnológica registada no sector financeiro nos últimos anos. Para Gelson Alexandre Gaspar, gestor de software, os bancos e outras instituições afins perdem oportunidade de investimentos em FinTech, e na sua perspectiva os operadores financeiros tradicionais poderiam apoiar iniciativas como esta, a fim de reduzirem custos.

“As soluções FinTech permitem diminuir os custos dos bancos, auxiliam na promoção de taxas mais atractivas, monitorizam a satisfação dos clientes e criam experiência, como uma tendência para o futuro, sem descurar a rentabilidade do próprio investimento.”

Por sua vez, o economista Alves Januário Jacob perfilha a opinião dos diversos especialistas que consideram as FinTech as principais ameaças às instituições financeiras resistentes à evolução tecnológica, tendo em atenção o número de start-ups surgidas nos últimos anos, que certamente poderão também influenciar o mercado angolano.

“Actualmente, são consideradas FinTech as empresas que utilizam inovações tecnológicas voltadas para o sector financeiro, que lancem espécies de bancos ou soluções para pagamentos 100% digitais. Existe mais de uma centena de bancos digitais na Europa.”

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