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Tou reunido!

Não é nenhuma novidade: o nosso dia-a-dia é um corre-corre…

Por Naiole Cohen dos Santos

Não é nenhuma novidade: o nosso dia-a-dia é um corre-corre. Somos engolidos pelo stress… do que é urgente e do que é prioritário. Parei para reflectir, quanto tempo perdemos por dia só porque… no good planning? É frequente enviar ou receber o clássico… “desculpa-me mas agora não dá… tou reunido!” E isto não acontece só por estes lados… “I’m in a meeting”, ou “Je t’appellerai plus tard”,ou ainda “Ich bin in einem Treffen” distribuem-se em todas as latitudes do planeta, não importa o idioma; o que importa é que agora “não dá!… Tou reunido”. Sem dúvida que as reuniões são momentos importantes de concertação, passagem de ideias e de decisão, mas se não forem correctamente preparadas para serem eficazes passam a uma verdadeira perda de tempo, de dinheiro e de rentabilidade geral e pessoal.

Na realidade, não são só as reuniões, mas é tudo que nos faz “perder tempo produtivo”. O alerta vermelho das estatísticas sobre o tempo em reuniões no mundo sinaliza a necessidade de um outro paradigma para não comprometer a produtividade.

Não me lembro na faculdade de existir uma disciplina específica sobre a gestão do tempo. A pressão dos exames estava lá, mas a gestão do tempo e seu uso eficiente sempre foi cada um por si… e Deus por todos! Na vida profissional, o que não faltam são deadlines,reuniões e pessoas para atender. Na vida pessoal são muitos os planos e compromissos, portanto a pressão sobre o tempo aumenta, aumenta, e muito.
O tempo é uma variável de gestão difícil de “dominar” mas que cabe a cada um de nós planear e estudar sobre a melhor forma de gerir este activo escasso, muito caro, mas igual para todos no planeta Terra. Depende em que latitude do planeta nos Encontramos para esta noção do escasso, e do preço ganhar uma outra dimensão.

Valores como a pontualidade e a necessidade de reuniões objectivas e rápidas demonstram eficiência, planeamento e sobretudo respeito pelo tempo dos outros.

Pelo que, nestes tempos tão rápidos, arrisco o palpite de que vale a pena resgatar e estudar a matriz de prioridades de Stephen R. Covey no seu famoso livro Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, pois de outra forma, como pergunta Jackson da mata, “…e se o dia tivesse 30 horas? Continuaríamos justificando a nossa má gestão do tempo com o desejo que tivesse 40, 50 ou… 60 horas?”. Queremos resultados? Eu quero! Então, só nos resta construir a nossa matriz de prioridades e urgência para seremos eficazes de forma a ganhar tempo para usarmos a nossa energia na criação de valor acrescentado positivo.

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