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Ramossoft quer atingir 1000 clientes neste ano a vender fora de Angola

Empresa 100% angolana de desenvolvimento de software quer iniciar comercialização dos seus produtos noutros países de África.

Por Líria Jerusa

liria.jerusa@mediarumo.co.ao

A Ramossoft Tecnologias, empresa angolana de desenvolvimento de software, quer atingir 1000 clientes até ao final deste ano, revela o director-geral. A companhia, que actualmente, segundo Osvaldo Ramos, tem cerca de 700 clientes, irá também, este ano, reforçar o número de colaboradores, contratando 40 pessoas.

No mercado há mais de cinco anos, a Ramossoft – que desenvolve software para uso hospitalar, escolar, hoteleiro, de gestão de condomínios, restauração e recursos humanos, entre outras áreas – foi projectada para atender a micro, pequenas e médias empresas, mas hoje tem, entre os seus clientes, grandes companhias e clientes institucionais. O trabalho com grandes empresas “tem enriquecido muito a carteira de clientes”, que hoje está espalhada “um pouco por todo o País”, diz Osvaldo Ramos.

No ano passado, a Ramossoft celebrou contrato com o Ministério dos Petróleos, para a implementação de um sistema integrado de gestão de recursos humanos, estando agora a desenvolver projectos para o Ministério das Relações Exteriores, para a Ghassist, empresa de handlingaeroportuário, clínicas e universidades.

Software em pipeline

“Não temos um cliente-alvo a atingir, o limite, ou objectivo, é servir a todos os que gostam e valorizam o produto nacional”, sublinha o director-geral da empresa.

Nesta altura, diz, a Ramossoft tem “cerca de 10 produtos de softwareem lista de espera para entrar em desenvolvimento, contando com uma equipa de cerca de 20 programadores”.

A par do software, entre os serviços mais procurados estão a instalação de redes, servidores e câmaras de videovigilância e a criação dewebsites.
Nos planos da empresa, que tem sede em Viana, está a expansão da venda de software para outros países africanos, num “futuro muito próximo”, diz, sem detalhar, e a abertura de uma filial em cada província de Angola. A abertura de uma academia Superior de tecnologias de informação é “um sonho”, admite Osvaldo Ramos. “É um projecto que queremos realizar nos próximos cinco anos”, declara o gestor da Ramossoft, que tem uma vasta oferta de cursos de formação em software e tecnologias de informação e comunicação.

Actualmente, está em curso a construção de um data centerpróprio, e “nos próximos anos” o objectivo será vender “com maior incidência os serviços deweb hostinge replicação de dados”, segundo o responsável.

A contratação de quadros está nos planos imediatos da empresa, que actualmente tem 60 colaboradores, todos nacionais. A previsão é encerrar o ano com 100 funcionários, com ênfase para as áreas de redes, CCTV (circuito fechado de TV), desenvolvimento de software, administradores de sistemas e alguns administrativos.

“Nos nossos recrutamentos, procuramos encontrar apenas jovens angolanos, do terceiro ano em diante, que gostem de desafios e trabalhar sob pressão, porque é o nosso dia-a–dia”, afirma Osvaldo Ramos.

O director-geral aplaude a concorrência no sector, defendendo que, “quanto maior, melhor é a qualidade dos produtos e a competitividade” em termos de preços. “Não temos medo da concorrência, porque ela nos faz crescer e, mais do que concorrentes, encaramos todos como parceiros”, explica.

Pagamentos atrasados são um problema

O nascimento da empresa enfrentou “vários obstáculos e dificuldades”, nomeadamente, a “falta de capital e a falta de crença dos clientes”, pelo facto de serem pioneiros no sector, dominado por empresas estrangeiras. “Encontrar quadros qualificados para desenvolver software foi outro dos desafios iniciais”, recorda Osvaldo Ramos. Mas, afirma, todos foram ultrapassados “graças à persistência e à vontade de atingir o foco”.
Actualmente, diz, sem avançar valores, a Ramossoft tem “um bom volume de negócios, com um crescimento aceitável”, mas a empresa tem tido a “pouca sorte” de ter “muitos valores em dívidas com os clientes”.

Na origem do problema, diz o director-geral, está, em parte, “a diminuição da capacidade de pagamento dos clientes, devido à situação financeira actual do País”.

Em contrapartida, o gestor é optimista: “Temos a certeza de que bons tempos virão”, conclui Osvaldo Ramos.
* Com R.D.

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