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5 Perguntas a…Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro,director-geral da Angonabeiro, fala sobre as novas apostas do grupo em Angola. Novas gamas, novos aromas e novos projectos, falados num… coffee break, claro!

Por Nilza Rodrigues

1.O investimento no alargamento da gama Delta tem a ver com uma estratégia maior da Angonabeiro para mercados africanos?

O reforço do portefólio da Delta Cafés, marca de café distribuída em Angola pela Angonabeiro e líder em Portugal, Angola e Moçambique, é mais um passo na estratégia de expansão da empresa no mercado angolano.

Ao lote Angola, da gama Delta Origens, que já estava disponível no mercado angolano, um verdadeiro sucesso nacional, juntam-se agora os lotes Colômbia, Brasil e Timor, bem como as novas gamas Delta Organic e Delta Decaf, correspondendo assim às crescentes exigências do consumidor angolano, cada vez mais apreciador da qualidade do café Delta. Em África, Angola é o mercado mais importante para o Grupo Nabeiro, pelo que é naturalmente pioneiro em movimentos de expansão e alargamento de gamas de produtos.

2. Qual o valor do investimento feito pela Angonabeiro para este aumento de produção?

Neste caso, a produção é feita em Portugal, na fábrica do Grupo Nabeiro em Campo Maior. O investimento foi feito sobretudo na óptica de logística e distribuição.

3.O País está a tentar alavancar-se, após uma crise acentuada. A Angonabeiro ressentiu-se com essa crise?

A conjuntura económica que o País atravessa e a escassez de divisas são motivos de preocupação para a Angonabeiro, que tem nos seus projectos o crescimento da capacidade produtiva instalada e também de apoio ao cultivo de café verde.

A empresa tem, no entanto, envidado esforços no sentido de minimizar os efeitos desta crise, nomeadamente mantendo os mais de 100 postos de trabalho e os poios às 20 mil famílias angolanas que dependem do cultivo do café verde, de forma a manter a confiança dos seus clientes e parceiros. O Grupo Nabeiro e a Delta Cafés mantêm uma forte e antiga ligação com Angola, que remonta à época em que o País ocupava já um lugar de relevo na produção mundial de café.

Quando Angola iniciou o seu processo de pacificação, em finais dos anos 90, a Delta Cafés foi convidada pelo Governo de Angola para colaborar na reabilitação e reactivação de uma antiga unidade industrial, com o objectivo de relançar a marca de café Ginga, com produção de café 100% angolano. A aposta do Grupo Nabeiro no mercado angolano é, por isso, de longo prazo, e vai continuar.

4.Quais as expectativas da empresa em termos de vendas?

O consumidor angolano é exigente, aprecia os melhores aromas do café e é, cada vez mais, apreciador da qualidade do café Delta. Em 2015, a Angonabeiro colocou no mercado angolano o lote Angola, da gama Origens, resultado da selecção dos melhores cafés de Angola, e que veio a revelar-se um verdadeiro sucesso. Com o aumento do portefólio da Delta Cafés em Angola, estamos confiantes no sucesso dos nossos produtos, no aumento das vendas e na aceleração de consumo de café por parte dos angolanos, que, cada vez mais, apreciam e valorizam um café de qualidade como os que apresentamos neste alargamento do nosso portefólio.

5. Qual a sua opinião, em geral, sobre o mercado de café em Angola, que já foi em tempos um dos principais produtos de exportação do País…

Angola já foi o quarto maior produtor mundial de café, com 200 mil toneladas anuais, antes de 1975. Essa produção está hoje reduzida a menos de 5%, fruto do abandono do cultivo durante a guerra civil angolana que se seguiu à independência.

Com plantações reduzidas a um mínimo histórico, os consumidores angolanos perderam também o hábito de consumo generalizado de café. A Angonabeiro tem vindo a desenvolver uma série de iniciativas para explicar os benefícios da bebida aos consumidores e, assim, promover o consumo do café por parte dos angolanos.
Estes esforços têm dado frutos, a empresa tem sentido francos progressos nos últimos anos e sabemos que a categoria de café em Angola é cada vez maior. O café está a entrar na vida dos angolanos e é hoje cada vez mais parte do seu dia-a-dia, seja nas suas casas, no seu local de trabalho ou na hotelaria e na restauração.

A Angonabeiro acredita efectivamente no potencial de exportação do café angolano, uma actividade proveitosa ao nível da diversificação da economia, e por isso o seu grande objectivo continua a ser o crescimento da fileira do café em Angola.

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