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Uma caixa de soluções chamada Tetra Pak

O fornecedor de embalagens de cartão para as grandes empresas de sumos e lacticínios nacionais quer apostar mais e melhor no nosso País. Quem o diz é Cláudio Muianga, responsável pela Tetra Park Angola, que tem ideias, projectos e formação para concretizar com o apoio do Executivo e demais parceiros nacionais. Em nome de um bem maior: o ambiente.

Por Nilza Rodrigues 

Angola em acção é uma iniciativa vossa que marca um ponto de viragem na presença da empresa no País. Porquê?

A nossa tecnologia e produtos estão presentes em Angola desde 1995. Este seminário que organizámos em Luanda, em finais de Maio, e que contou com a presença dos nossos clientes e parceiros angolanos, foi determinante para assinalar a nossa decisão de aumentar o foco sobre o sector de bebidas em Angola. A Tetra Pak está atenta às iniciativas do Executivo angolano no que concerne ao fomento da indústria local, e, como é óbvio, também quer contribuir e apoiar com o que tem e sabe fazer bem em Angola, são os principais fornecedores de embalagens de cartão.

Algum histórico que justifique essa posição? E a ideia será alargar esse mercado para os plásticos e demais materiais?

Somos líderes mundiais em soluções de processamento e enchimento de alimentos líquidos. E Angola não é excepção.

Quanto à introdução de outros materiais além da embalagem de cartão, devo referir que desde a criação da Tetra Pak, em 1951, na Suécia, que o foco central das nossas actividades é a sustentabilidade ambiental, e, assim sendo, todas as nossas embalagens são feitas à base de materiais renováveis. É assim na Suécia desde a fundação da Tetra Pak, há mais de seis décadas, e o mesmo foco continua a ser seguido nas 38 fábricas que temos pelo mundo, que produzem produtos seguros, inovadores e ambientalmente saudáveis. Todos os dias a sustentabilidade ambiental e a liderança responsável são reforçadas pelos 24 mil colaboradores espalhados pelos mais de 80 países em que a Tetra Pak está presente, mas, para além destes, faz chegar este conceito e tecnologia a mais de 175 países.as lixeiras a céu aberto são um problema no País.

Que contributo poderá a Tetra Park dar para ajudar a resolver este problema? Passará pela reciclagem?

Uma liderança responsável exige que nos preocupemos também com o que acontece depois do uso das nossas embalagens, e por isso mesmo já iniciámos discussões com parceiros locais para identificarmos a melhor forma de recolha das embalagens de cartão para que estas sejam recicladas e assim reduzirmos o impacto ambiental dessas mesmas embalagens. O nosso contributo passa por encorajar a recolha de embalagens usadas e por desenvolver programas de colecta em parceria com o Governo e empresas de gestão de resíduos.

A educação ambiental praticamente não existe em África, mas em muitos países a Tetra Pak tem incentivado a mesma.

Para África, e em especial Angola, há projectos neste âmbito?

Sim, estamos a dirigir programas de consciencialização nas escolas na África do Sul e essas actividades podem ser replicadas noutros países. No entanto, para sermos bem-sucedidos será determinante envolver governos, ONG e empresas locais de gestão de resíduos. Por exemplo, na África do Sul existem hojedois recicladores com alta capacidade de reciclagem e trabalhamos juntos para criar campanhas para promover a recolha de embalagens de cartão.

Que experiências podem ser replicadas aqui, ou mesmo na vizinha África do sul, ou em Portugal, ou na África de língua portuguesa?

As campanhas de reciclagem e de sensibilização dos consumidores podem ser replicadas em qualquer sítio, assim como os concursos de reciclagem que organizamos nas escolas ou ainda o apoio que prestamos para o desenvolvimento de pequenas empresas de colectores.

Quais são as expectativas em termos de negócios com Angola?

As expectativas são altas quanto ao estabelecermos parcerias saudáveis que contribuam para o bom desenvolvimento do País através do crescimento da indústria de bebidas e lacticínios.

Importa frisar que estas parcerias têm que ser sustentáveis. está previsto haver algum envolvimento com o executivo no sentido de abrir portas e passar mensagens?

Vamos, sem dúvida, solicitar o apoio do Executivo angolano para uma boa implementação dos projectos ambientais assim que tivermos identificado e alinhado as principais necessidades.

As vossas inovadoras soluções de embalagens estão a ser implementadas em Angola? Se sim, como? Se não, porquê?
Os nossos produtos sempre estiveram disponíveis para os clientes em Angola. Cabe a cada um desses clientes a escolha da solução que melhor se aplica às suas necessidades bem como ao seu público-alvo.

Até que ponto a Tetra foi afectada também pela crise de divisas em Angola?

Tal como todas as outras empresas, a Tetra Pak não foi excepção. Ficamos felizes com a rápida recuperação do sector e pelos esforços envidados pela AIBA – Associação de Indústrias de Bebidas em Angola no sentido de garantir o bom funcionamento do sector.

Quais são as vossas expectativas relativamente à formação que a Tetra Pak oferece para os seus clientes e funcionários dos seus clientes?

Estamos a desenvolver planos para aumentar a base de técnicos e operadores com conhecimento dos nossos sistemas.

Faz parte dos planos da sua empresa alargar a operação na região austral, implantando novas unidades noutros países da região? Angola seria uma hipótese?

A Tetra Pak está comprometida com o crescimento e desenvolvimento da África Subsaariana. A implantação de novas unidades depende do aumento do volume de negócios. Até agora, Angola tem-se mostrado um país promissor, e esperamos que assim continue.

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