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Depois de vários resgates, Air India está para venda

Fundada em 1930, e conhecida pela mascote do Marajá, a Air India é hoje um enorme fardo para os cofres indianos. Governo quer venda rápida.

Por Ana Margarida Pinheiro

Os resgates têm sido sucessivos e, afinal, de pouco serviram. Desde 2012, o governo indiano já injectou 3,6 mil milhões de dólares na Air India, de forma a equilibrar as contas e emagrecer a enorme e pesada estrutura da transportadora aérea.

Agora, e perante uma dívida que já ultrapassa os 8,5 mil milhões de dólares, o gabinete indiano deu ordem para vender. A decisão partiu de Narendra Modi, primeiro-ministro do país, que pretende vender uma parte ou a totalidade da transportadora. O processo, refere a imprensa especializada, quer-se rápido, ainda que haja uma dificuldade óbvia em tornar a empresa atractiva para os investidores.

Fundada em 1930, a companhia aérea que se juntou ao grupo da Star Alliance em 2014, está longe de apresentar um balanço saudável. Outrora a maior companhia aérea do país, hoje apresenta apenas uma quota de mercado de 13%, que teima em dificultar a redução da enorme dívida de 8,5 mil milhões de dólares, cujos activos não conseguem cobrir. Além do transporte aéreo e da frota de 114 aviões, a transportadora conta com seis subsidiárias – três são deficitárias -, com activos que rondam os 4,6 mil milhões de dólares.

Contam-se ainda cerca de mil milhões em activos imobiliários, onde se incluem dois hotéis. Ainda não é certo que seja feita uma venda total do grupo. Certo é que os sindicatos já se mostraram contra a venda da empresa, por temerem o futuro dos mais de 20 mil trabalhadores do grupo.

Dinheiro Vivo

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