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Uber anuncia fusão e reduz presença na Rússia

Nova empresa estará avaliada em 3,73 mil milhões USD (3,26 mil milhões EUR). Uber terá participação minoritária.

Por Diogo Ferreira Nunes*

A Uber vai reduzir a presença na Rússia. A plataforma de transportes anunciou nesta quinta-feira a fusão com a Yandex, uma das maiores empresas tecnológicas do país.

A nova empresa estará avaliada em 3,73 mil milhões USD (3,26 mil milhões EUR) e será detida maioritariamente (59,3%) pela tecnológica russa. A Uber ficará com 36,6% do capital.

“Juntar a especialidade local da Yandex ao nível da pesquisa, mapas e navegação com a nossa experiência global em partilha de carros vai permitir-nos construir os melhores serviços locais e fornecer uma alternativa credível à posse de carro na região”, disse Pierre-Dimitri Gore-Coty, responsável da região europeia da Uber, em carta enviada aos trabalhadores.

Além da Rússia, esta fusão inclui países como Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Arménia e Geórgia.

A nova empresa, além do serviço de transporte de passageiros, também vai ter o serviço de entrega de comidas (UberEATS).

A operação deverá ficar concluída no último trimestre de 2017 e está sujeita à aprovação dos reguladores e ao cumprimento de outras condições. As duas empresas esperam realizar mais de 35 milhões de viagens por mês. Em pouco menos de um ano, esta é a segunda fusão anunciada pela Uber em mercados emergentes. Em Agosto de 2016, a companhia norte-americana juntou-se à rival Didi Chuxing e passou a deter menos de 20% desta nova empresa.

A Uber apresentava prejuízos de perto de 1000 milhões USD neste país. A plataforma também tem registado resultados negativos em regiões como a Índia e o Sudeste Asiático, lembra a Bloomberg. A Uber tem vivido vários contratempos desde o início do ano por causa da alegada política sexista da empresa e dos vários relatos de ex–funcionárias sobre assédio sexual.

Em 21 de Junho, o fundador da plataforma, Travis Kalanick, demitiu-se da liderança depois de não ter resistido à pressão dos investidores. Entretanto, a Uber despediu mais de 20 funcionários na sequência de uma investigação interna e da publicação da investigação independente liderada pelo antigo procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder.

* Dinheiro Vivo

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