Connect
To Top

5 Perguntas a…Pedro Pinto Botelho de Vasconcelos

O director das agências Xikila Money, do Banco Postal, faz o balanço e projecta expectativas.

Por Cláudia Simões

claudia.simoes@mediarumo.co.ao 

1.Qual o balanço da actividade do Banco Postal?

O balanço é bastante positivo. Estamos presentes, através da Unidade de Negócio Xikila Money, em Luanda e no Huambo com quatro agências e 90 postos bancários/quiosques. Em três meses e meio de actividade, já ultrapassámos os 30 mil clientes e contas abertas. Contamos já com mais de 300 estabelecimentos comerciais a aceitar pagamentos com telemóvel através da nossa solução de pagamentos (Rede Paga Aqui). Os nossos clientes têm vindo a aumentar o volume de depósitos e o número de transacções financeiras através dos nossos diferentes canais. Para nós, os resultados são, de facto, positivos.

2. O Xikila Money está a ter a adesão prevista?

Estamos muito orgulhosos e satisfeitos por aquilo que alcançámos até aqui – mais de 30 mil clientes, sendo que 70% destes transaccionam diariamente através do Xikila Money.

Segundo dados do Banco Mundial, estima-se que cerca de “2,5 biliões de adultos em todo o mundo não possuem uma conta bancária”. Os números não mentem e este é, curiosamente, o nosso corporate statement. Em Angola, por exemplo, a taxa de bancarização ronda os 50% e o Banco Postal, por via das suas Unidades de Negócio Xikila Money e Comércio & Empresários (que será lançada muito brevemente), quer ser ágil na diminuição destas percentagens, cumprindo assimos objectivos da nossa missão, que são a promoção da inclusão social e financeira e a bancarização das populações desprovidas de serviços financeiros e bancários.

3. O mercado do mobile money é a melhor forma de promover a bancarização?

Gostaríamos de clarificar que o Banco Postal, apesar de recorrer a sofisticados instrumentos digitais em todas as suas unidades de negócio, não é um banco digital. O que quer dizer que não se restringe à utilização do mobile money. O Banco Postal é, sim, um banco de transição que utiliza um modelo misto que sintetiza o melhor de dois mundos: a experiência do espaço físico e o contacto humano traduzido pelas nossas agências, quiosques e assistentes comerciais, combinados com a experiência virtual materializada na facilidade e simplicidade com que todas as operações bancárias são possíveis de realizar através de um simples telemóvel.

4. Angola tem condições para vir a ser proeminente neste segmento do mercado?

Em nossa opinião, um banco totalmente digital tem pouca viabilidade no mundo de hoje, ainda dominado pelo uso do dinheiro físico, principalmente nos segmentos da sociedade com rendimentos mais baixos. É ainda necessário que as instituições financeiras disponibilizem canais físicos para abertura de contas e pelo menos para as operações de levantamento e depósito de numerário, ainda muito frequentes.

5.O mobile money poderá um dia vir a fazer frente à banca tradicional?

É difícil antever essa questão! Surgirão certamente algumas operações puras de mobile money.

Em paralelo, a banca dita tradicional também está muito atenta a este tipo de soluções, pelo que assistiremos a uma transformação e evolução das ofertas de valor dos bancos ditos tradicionais, incorporando soluções inovadoras. Como em tudo, será o mercado e o consumidor a terem a palavra final!

You must be logged in to post a comment Login