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Novos desafios passam pela mudança do paradigma da gestão

Bruno Inglês está no BNI desde a sua criação, numa altura de grande viragem da banca nacional. Pela sua experiência, acredita que a honestidade, a transparência, a integridade e, sobretudo, a ética profissional fazem um bom gestor.

Por Vânia Andrade | Fotografia Njoi Fontes 

Faz parte de uma nova geração de gestores na área da banca. Sente o ‘peso’ dessa responsabilidade? Em que medida?

Sinto, sim! Tive a oportunidade de iniciar o meu percurso profissional em Angola num momento de grande viragem da banca nacional, com reflexos profundos na economia do País. Nessa altura, fazia-se sentir a necessidade da bancarização, de inclusão e educação financeira, e foi certamente gratificante fazer parte desse contexto e poder crescer profissionalmente. Mas hoje, num contexto económico e financeiro enquadrado por enormes pressões globais no que diz respeito às novas exigências de governação e compliance, sinto um peso maior, tendo em conta a expectativa da grande viragem criada no País, que recai sobre o universo local dos gestores da banca, onde também me insiro, face aos nossos desafios.

Quais são, na sua opinião, as características mais importantes que um gestor deve ter? E quais as que não deve ter, por poderem prejudicar o desempenho?

Um gestor deve ter, acima de tudo, capacidade para gerir pessoas, pautada pela honestidade, transparência, integridade e, sobretudo, ética profissional. Mas, lamentavelmente, nos dias de hoje estas qualidades são cada vez mais escassas nos gestores, o que se reflecte negativamente nas organizações. É preciso não esquecer que o segredo da gestão contemporânea passa cada vez mais por saber motivar os recursos humanos e também por gerir em busca constante de consensos. O foco dosentido de gestão não deve ser no poder hierárquico e no autoritarismo, na medida em que, a determinada altura, prejudica o seu desempenho.

Passou pelo BAI como gestor de negócios e de clientes. O que retirou dessa experiência?

O foco no cliente, tirar o maior partido das relações com os clientes, independentemente do contexto. No final, a nossa matéria de trabalho é o cliente, e é para satisfazer o cliente que trabalhamos.

Ingressou no conselho de administração do BNI em 2006. Como surgiu essa oportunidade?

Não foi nessa data. Tive a sorte de, por convite, em 2006 fazer parte da equipa inicial de constituição e arranque do BNI enquanto comissão instaladora. O BNI deu início à actividade em Novembro de 2006, e na altura estava enquadrado na função de técnico comercial, tendo assumido, algum tempo depois, a minha primeira função de chefia, como coordenador do primeiro centro de negócios do BNI. A partir daí fui evoluindo gradualmente, através de várias funções ao nível da banca comercial e de negócios. Em 2013 integrei o conselho de administração do BNI como administrador executivo para o pelouro comercial, onde me encontro até hoje, entre outros pelouros que gradualmente fui assumindo mediante a necessidade estrutural do banco.

Tem como pelouros a banca electrónica, a banca de retalho e a tesouraria central. Qual destes pelouros lhe dá mais ‘dores de cabeça’?

Sem sombra de dúvidas a banca comercial e de retalho, pois a área comercial é, em qualquer instituição Como costumo dizer em determinados fóruns, fui para a banca não por oportunidade de trabalho, mas por opção e vocação, por me ter identificado com o sector ainda enquanto estudante universitário. Já no último ano da faculdade, por minha iniciativa, procurei uma oportunidade na banca, tendo-a encontrado então no Banco Totta e Açores, em 2002, em Portugal.

Que outros sectores lhe suscitam interesse?

Apesar de não poder adivinhar o dia de amanhã, enquanto puder escolher, irei sempre preferir manter-me na banca, pois não me vejo noutros sectores. Apesar das “dores de cabeça”, em minha opinião, no final do dia elas são facilmente atenuadas quando estamos a fazer o que gostamos e queremos.
Qual foi, até hoje, o seu maior desafio profissional?

O meu maior desafio, até hoje, foi também o que considero uma das minhas melhores oportunidades: ter feito parte de um projecto inicial bancário que foi o BNI, que, apesar das dificuldades e adversidades, continua a valer a pena. Na altura, embora com o risco inerente aobancária, o coração do banco, onde todas as questões se iniciam e terminam. Apesar de ser uma área difícil dado o actual contexto económico do País, é onde se levantam os maiores desafios e ultrapassá-los dá um prazer enorme e é gratificante.

Como olha para o desenvolvimento da banca electrónica em Angola?

Continua a fazer parte dos grandes desafios do País e da nossa economia, apesar das grandes adversidades que hoje o mercado enfrenta, sendo que o caminho e a solução futura estão no desenvolvimento da banca electrónica, tal como no resto do mundo.

A sua carreira profissional não começa na banca. Como foi parar a este sector? Sempre quis trabalhar na banca?

Como costumo dizer em determinados fóruns, fui para a banca não por oportunidade de trabalho, mas por opção e vocação, por me ter identificado com o sector ainda enquanto estudante universitário. Já no último ano da faculdade, por minha iniciativa, procurei uma oportunidade na banca, tendo-a encontrado então no Banco Totta e Açores, em 2002, em Portugal.

Que outros sectores lhe suscitam interesse?

Apesar de não poder adivinhar o dia de amanhã, enquanto puder escolher, irei sempre preferir manter-me na banca, pois não me vejo noutros sectores. Apesar das

“dores de cabeça”, em minha opinião, no final do dia elas são facilmente atenuadas quando estamos a fazer o que gostamos e queremos.

Qual foi, até hoje, o seu maior desafio profissional?

O meu maior desafio, até hoje, foi também o que considero uma das minhas melhores oportunidades: ter feito parte de um projecto inicial bancário que foi o BNI, que, apesar das dificuldades e adversidades, continua a valer a pena. Na altura, embora com o risco inerente ao início de actividade, foi e é do meu entendimento que para um início de carreira é nas pequenas empresas onde mais se aprende, porque aprendemos a ter paixão pelo que fazemos, aprendemos os sonhos e aprendemos a fazer várias coisas ao mesmo tempo, o que considero importante para o crescimento profissional.

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