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BMW afasta-se de alegado cartel alemão nas emissões de automóveis

Empresa de Munique, em conjunto com VW, Audi e Porsche, são suspeitas de terem actuado em conjunto para fixar preços dos sistemas de tratamento

Por Diogo Ferreira Nunes

A BMW negou este domingo que faça parte de um alegado cartel de marcas alemãs na indústria automóvel.

A empresa de Munique, em conjunto com Volkswagen, Audi e Porsche, são suspeitas de terem atuado em conjunto para fixar os preços dos sistemas de tratamento de motores a gasóleo através do uso de comités industriais. “Os carros do grupo BMW não foram manipulados e estão de acordo com a legislação aplicável”, reagiu a marca alemã numa nota divulgada este domingo e citada pela Reuters.

A reacção da BMW foi divulgada um dia depois de a Comissão Europeia e a autoridade da concorrência alemã terem anunciado que estão a investigar um alegado cartel de marcas alemãs na indústria automóvel. O processo terá sido aberto na sequência de uma notícia do Der Spiegel.

O jornal alemão noticiou que Volkswagen, BMW, Audi e Porsche terão constituído 60 comités industriais, com um total de 200 membros, que terão discutido, em conjunto, aspectos como o desenvolvimento de veículos, travões motores a gasolina e gasóleo, embraiagens e transmissões, assim como sistemas de tratamento de emissões. O mesmo jornal deu conta que a Volkswagen terá admitido o comportamento anti concorrência numa carta enviada às autoridades alemãs a 4 de julho. Caso seja provada a existência deste cartel, as quatro marcas poderão ser multadas em até 10% das receitas totais.

A investigação da Bruxelas e das autoridades alemãs surge na mesma semana em que a Mercedes e três marcas do grupo Volkswagen anunciaram a recolha voluntária de três milhões e de 850 mil carros, respectivamente, movidos a gasóleo.

Dinheiro Vivo 

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