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Mineiros na mira do investimento

Já se preparam estudos de viabilidade do projecto mineiro siderúrgico da Cerca, que abrange os municípios de Golungo Alto, e onde está a comuna de Cerca bem como de Cambambe.

Por Cláudia Simões

Logo no primeiro dia de Agosto, foi anunciada o interesse do grupo China Investment Fund (CIF) na exploração de depósitos de minério de ferro associado a uma siderurgia na província do Cuanza Norte. A empresa de private equity está em negociações com o governo angolano.

Já se preparam estudos de viabilidade do projecto mineiro siderúrgico da Cerca, que abrange os municípios de Golungo Alto, e onde está a comuna de Cerca bem como de Cambambe.

Bem antes disso, em Julho, a exploração da dita rocha, foi assunto trazido à baila. Desta vez, na Huíla, com os depósitos do minério de ferro de Cassinga. A Empresa Nacional de Ferro de Angola (Ferrangol) conduz as negociações com uma empresa estrangeira. Nos principais veículos de comunicação, sem revelar a identidade do interessado simplesmente foi designado “ um investidor de classe mundial”. De qualquer jeito, não é o foco aqui do artigo.
Na verdade, estas acções em curto espaço de tempo, revelam a resposta da crise. Não se trata de se bater na mesma tecla, mas ver “a mesma paisagem com outros olhos”.

O engajamento na exploração de recursos mineiros reflecte uma ampliação do mercado angolano face a desvalorização do petróleo e aguçar o investimento dos players estrangeiros.

A acção tem explicação. O Ministério de Geologia e Minas apresentou ao todo 23 projectos, incluía desde a exploração de diamantes, ouro, fosfatos até o minério de ferro, cobre e rochas ornamentais, numa temporalidade de curto e médio de prazo. Isto divulgado em Abril, no 6º Conselho consultivo da instituição.

O passo dado pela instituição reflecte não só o comprometimento em dar um boost a economia angolana mas segue as directrizes da “Visão Mineira Africana”, adoptada pela União Africana a Fevereiro de 2009. E não só, a título de exemplo, uma dos nações com forte ligação ao nosso País somente separada pelo Oceano Atlântico, o Brasil também tem focado na aposta das rochas estimadas em mais de mil variedades, com abertura anual do Vitória Stone Fair, considerada uma das maiores feiras na América.

E por falar em eventos de grande escala, por aqui a conferência internacional de minas, sediada na África do Sul, demonstrou que países africanos estão na mesma linha de pensamento, no sentido de encontrar saídas, reactivar projectos tudo em nome de alavancar economia das suas respectivas nações. 2017 ainda não terminou, há ainda muito chão a percorrer. Dos 23 projectos apresentados pelo Ministério de Geologia e Minas, alguns estão na forja só falta ser dada “luz verde” e concretizarem. Quanto os que ainda estão por vir, façamos figas!

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