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5 Perguntas a…Eduardo Continentino

Com o forte crescimento da TV por assinatura no País, o gestor traça o perfil do consumidor angolano e revela o que faz a audiência “explodir”.

Por Cláudia Simões 

1 O negócio de distribuição de serviço de televisão está mais competitivo?

No dinâmico cenário actual do segmento, movimentado por inúmeras transformações, os principais players do mercado reinventam-se para continuarem relevantes, independentemente da tela em que o conteúdo é transmitido. No nosso caso, há 18 anos no País, mesmo sendo pioneiros neste serviço, estamos sempre em busca de novas formas de melhorar a experiência do consumidor, oferecemos conteúdo relevante para o indivíduo, investimos no fortalecimento da marca, sempre procurando diversificar as formas de aceder ao produto: mobilidade, flexibilidade e segmentação são uma necessidade para atingir o sucesso.

Nos últimos sete anos houve um forte crescimento da TV por assinatura em Angola, que passou a atender aproximadamente 1,5 milhões de domicílios em 2016, embora represente ainda uma baixa penetração. A expansão do sector está a consolidar esse segmento como uma janela fundamental para a produção audiovisual, contribuindo para dinamizar a circulação e consumo de conteúdos nacionais e internacionais.

2 Qual o perfil do consumidor angolano nos dias de hoje?

O consumidor angolano é um apaixonado por televisão, com o crescimento populacional, a melhoria das condições sócio-económicas e aumento das infra-estruturas básicas, nomeadamente electricidade, cada vez mais os televisores estão a chegar aos lares angolanos, com ecrãs maiores e de maior qualidade. Há cada vez mais público jovem e pessoas que passam pouco tempo em casa por causa das suas actividades diárias que exigem uma maior flexibilidade e opções para assistir aos programas preferidos. Pensando nisso, dispomos de serviços como o DStv Catch UP e o Box Office que permitem aos assinantes terem acesso aos nossos serviços sob demanda, conforme a sua conveniência.

3 O que é que os angolanos gostam mais de ver? E menos?

Novelas, notícias e desporto são os conteúdos que mais atraem os angolanos, contudo a grande explosão de audiência é sem dúvida o futebol, com as grandes ligas mundiais e os seus ídolos, que fazem com que nos dias dos grandes derbie a audiência “exploda”, e muitas vezes o País quase pára para assistir àquele evento. O conteúdo local está a crescer em importância, e costumo dizer que o povo se quer ver a si próprio como se o ecrã fosse um espelho. Não diria que exista um segmento que o público goste menos, pois temos um público muito heterogéneo, que muitas vezes nos surpreende com as suas preferências.

4 A subida de preços nos produtos da DStv impactou o número de clientes?

O nosso aumento de preços foi diminuto, dado os patamares da inflação. Acredito que por isso não tenhamos sofrido impactos por parte dos nossos clientes. Mas é importante salientar que diante da conjuntura económica do País, ainda com resíduos de inflação, desvalorização do kwanza e dificuldade de emissão de divisas, o nosso negócio se torna muito difícil. Note-se que a grande maioria dos conteúdos que exibimos, principalmente os grande eventos desportivos, são pagos em moeda estrangeira – dólar ou euro –, o que nos causa grandes constrangimentos e prejuízos operacionais. Entretanto não diminuímos os nossos investimentos e a crença no País e nos nossos produtos. Procuramos oferecer vários tipos de pacotes de canais, com preços variados, que atendem à capacidade de pagamento dos mais diversos segmentos de clientes. Recentemente lançámos o pacote Grande Mais, que proporciona aos clientes a oportunidade de assistirem aos grandes eventos desportivos a um preço muito inferior ao do pacote tradicional considerado premium.

5 Que novidades podemos esperar ainda este ano na MultiChoice?

Não paramos na nossa busca pela satisfação e pela preferência dos clientes. Estamos a investir muito em qualidade, voltada para a experiência do cliente. Uma mudança de cultura, onde o cliente passe a ser de facto o foco principal do negócio, não se faz do dia para a noite, pois isto leva tempo, porque é preciso criar-se um ciclo virtuoso que envolva os processos, os sistemas, os funcionários, os fornecedores e os parceiros. Baseado nisso, neste último ano já abrimos sete novas lojas, cobrindo todo o País, o que nos permite estar mais próximos das necessidades dos clientes. Estamos a preparar novidades em termos de tecnologia, que serão anunciadas dentro em breve. Continuamos a investir na distribuição dos nossos serviços e produtos, nos métodos de pagamento e nos conteúdos de qualidade em alta definição (HD). Atendendo à paixão do angolano pelo desporto, anunciámos a recente renovação dos contratos para as temporadas da Première League, do Campeonato Europeu de Futebol, dos Jogos Olímpicos e do Mundial de Futebol. Além disso, outras atracções no segmento dos conteúdos generalistas estão em negociações.

Director-geral da Multichoice Angola-Eduardo Continentino  

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