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Portugal é o segundo país da Europa mais protegido contra ciberataques

Portugal só fica atrás da Suécia no que toca à protecção dos computadores das empresas contra ataques cibernéticos, afirmam os dados da OCDE. O nível de protecção aumenta de acordo com o tamanho da empresa.

Portugal está no segundo lugar da Europa no que respeita à proteção das suas empresas contra ciberataques, afirma o mais recente relatório da OCDE, com dados de 2015. Com o nome “Perspetivas da Economia Digital para 2017 ”, o relatório revela que a média europeia deste índice se cifra 32% do total de empresas, valor bem abaixo do que regista Portugal, onde 49% do total de empresas tem em funcionamento medidas preventivas de ataques dos seus dados. Apenas a Suécia está mais protegida que Portugal, com um total de 51% das suas empresas atentas e protegidas contra estas eventualidades. Na ponta contrária do espectro está a Hungria, com uma média de apenas 10% das empresas protegidas; a Polónia, com 13%; e Estónia e Lituânia, ambas com 17%.

Empresas maiores estão mais seguras
Outro dado interessante que se retira deste relatório da OCDE é o de que são as empresas maiores as que mais se preocupam com a segurança dos seus dados. A OCDE dividiu as empresas inquiridas em três patamares (10-49 trabalhadores, 50-249 trabalhadores e +250 trabalhadores). As diferenças entre o primeiro e o segundo patamares apresentam uma variação de cerca de 20%, diferença que se atenuam entre este patamar e o mais elevado.

Atentando aos dados relativos a Portugal, apenas 56% das PME (a maior parte do tecido empresarial luso) apresenta protecção contra ataques. 45% das empresas com até 50 trabalhadores e 67% das empresas com até 250 trabalhadores estão protegidas. Das que empregam mais de 250 pessoas, 81% implementam medidas de segurança. Os valores lusos continuam a estar bem acima da média europeia, cuja protecção é de 27%, 51% e 72%, respectivamente para as empresas com menos de 50 trabalhadores, com até 250 trabalhadores e com mais de 250 trabalhadores.

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