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Governo britânico quer taxar redes sociais

E se as redes sociais se tornassem parte activa da sociedade e responsáveis pela educação dos seus utilizadores?

É isso que o Governo do Reino Unido quer fazer: taxar empresas como o Twitter ou o Facebook, alocando a receita proveniente desse ‘imposto’ em programas de educação e sensibilização para certos temas relacionados com o mundo virtual.

O intuito principal é promover um maior sentimento de segurança durante a navegação no mundo da Internet.

Com o dinheiro hipoteticamente recolhido desta ideia, o plano seria sensibilizar os cidadãos – sobretudo os mais jovens – britânicos para temas como o cyberbullying, os abusos e o acesso à pornografia online, além de aplicar parte da receita no melhoramento do sistema de ensino nacional.

“A Internet tem sido um aliado tremendo para o bem, mas também causou sofrimentos inegáveis e pode ser um lugar especialmente prejudicial para as crianças e para pessoas mais vulneráveis”, explicou a secretária de Estado da Cultura, Karen Bradley, citada pela BBC, acrescentando a importância em haver um acesso a uma Internet “que protege toda a gente sem restrições e tem uma importância fundamental no crescimento e na inovação da economia digital”.

Caso o plano se chegue a materializar e venha a implicar alterações na lei, a governante deixa claro que tal só irá acontecer sob três princípios fundamentais – “aquilo que é inaceitável offline também deve ser inaceitável online”; “todos os utilizadores devem ser capazes de medir os riscos da sua presença online” e “as empresas tecnológicas devem ser responsáveis pela segurança dos seus utilizadores”.

O Facebook, uma das empresas visadas nesta ideia, já foi ouvido sobre o tema: “A nossa prioridade é fazer do Facebook um local seguro para pessoas de todas as idades, e é por isso que passamos muito tempo a trabalhar com profissionais de segurança online como o UK Safer Internet Centre, com quem desenvolvemos ferramentas importantes para ajudar as pessoas a terem uma experiência positiva”, afirmou.

A avaliação a esta proposta deverá estar terminada até 7 de Dezembro, estando o Governo britânico obrigado a tomar uma decisão no início do próximo ano.

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