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Há uma nova profissão com os melhores salários do mercado

É na Inteligência Artificial que reside o futuro. Incentivos monetários não faltam aos que foram desafiados a aplicarem-na no nosso quotidiano.

Há cada vez menos vertentes da sociedade contemporânea que não envolvam, parcial ou integralmente, intervenções tecnológicas. Se há uns anos havia empresas desesperadas por encontrar programadores capazes de criar as melhores aplicações do mundo, agora as mesmas empresas estão ainda mais desesperadas por encontrar as pessoas certas para dar o próximo passo.

No mundo paralelo de Silicon Valley, onde coabitam algumas das startups mais promissoras do futuro, todas elas procuram o mesmo: especialistas em inteligência artificial (A.I). Todas elas querem ser as primeiras a conceber os primeiros carros autónomos, telemóveis capazes de operar apenas com recurso ao reconhecimento facial ou até assistência médica computadorizada.

Esta área pode ser considerada como o ‘El Dorado’ do mercado de trabalho. É aqui que estão os novos e mais promissores salários da atualidade e, por consequência, do futuro. O New York Times ouviu quem trabalha para empresas empenhadas no desenvolvimento da inteligência artificial e apurou que os salários variam entre os 300.000 e os 500.000 dólares (426 mil euros) anuais, o equivalente a mais de 40 mil dólares por mês.

Salários estes que servem para pagar desde os que têm menos conhecimentos teóricos e mais experiência prática até aos alunos acabados de sair da universidade com um doutoramento em Inteligência Artificial. Obviamente que, para quem já passou esta fase e, além do doutoramento, aliou a experiência, os salários vão ainda mais além, mas as fontes ouvidas pelo jornal norte-americano não especificaram valores.

O único caso publicamente conhecido é o de Anthony Levandowski, responsável por um dos projetos de Inteligência Artificial sobre carros autónomos da Google e um dos que já alcançou o topo da hierarquia do setor da A.I. Antes de abandonar a empresa para se associar à Uber, este funcionário chegou a levar para casa 120 milhões de dólares (cerca de 100 milhões de euros)… só em incentivos. Outra prova dos valores astronómicos que são praticados neste setor é, por exemplo, o laboratório de A.I desenvolvido pela Google, o DeepMind. Para o construir, a empresa investiu cerca de 650 milhões de dólares em 2014, quando lá trabalhavam apenas 50 pessoas. No ano passado, segundo os relatórios de contas apresentado pela gigante tecnológica, este centro de investigação – que hoje emprega mais de 400 pessoas – apresentou custos de operação que rondam os 138 milhões de dólares (118 milhões de euros), o equivalente a 345 mil dólares (294 mil euros) por trabalhador.

Além da falta de pessoas qualificadas na área, salários deste calibre são sobretudo justificados pela competitividade que existe no mercado. Falamos de batalhas travadas entre gigantes como a Google e homólogos do setor automóvel, que competem entre si para ver quem desenvolve o primeiro carro capaz de se guiar sozinho. E como todos querem ter ao seu comando as mentes mais brilhantes na matéria, não existe ‘fairplay financeiro’ (como aquele que a UEFA implementou no universo do futebol para garantir a saúde financeira global do futebol europeu de clubes) para alcançar o objetivo.

Dinheiro Vivo

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