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CaixaBank com lucro histórico de 1.488 ME depois de integrar o BPI

Um lucro histórico de 1.488 milhões de euros, nos primeiros nove meses de 2017, do espanhol CaixaBank, dono do BPI

O espanhol CaixaBank, dono do BPI, teve lucros de 1.488 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2017, um aumento de 53,4 % em relação ao mesmo período do ano anterior, com o banco português a contribuir com 180 milhões para esse resultado.

Em informação enviada hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhol, o CaixaBank explica que obteve o maior benefício trimestral da sua história 649 milhões de Junho a Setembro, o que significa um aumento de 48,7% em relação ao trimestre anterior.

A contribuição do BPI foi de 103 milhões de euros para o trimestre e de 180 milhões de euros desde a sua integração no banco espanhol em Fevereiro de 2017. “A evolução até setembro fica marcada pela consolidação através da integração global dos resultados do BPI desde Fevereiro”, considera o CaixaBank.

Os recursos dos clientes aumentaram de 46.119 milhões de euros no fecho do exercício de 2016 para 350.014 milhões agora, com o BPI a contribuir com 34.773 milhões. O grupo CaixaBank tem agora um racio ‘Common Equity Tier 1 (CET1) fully loaded’ de 11,7%, em linha com o que tinha previsto no seu plano estratégico: 11%-12% e quase três pontos percentuais acima do que é requerido pelo supervisor (8,75%).

A taxa de crédito malparado é de 6,4 %, “muito abaixo da média do setor”, e o rácio de cobertura melhora até 50 % (47% no final do exercício de 2016). Por outro lado, os activos líquidos totais estão em 71.581 milhões de euros.

O Conselho de Administração do CaixaBank aprovou na segunda-feira a distribuição de um dividendo de 0,07 euros brutos por ação em 02 de Novembro próximo. Foi a primeira reunião do conselho em Valência depois do anúncio em 06 de Outubro último da mudança para esta cidade da sede social do banco.

O banco mudou a sua sede para fora da Catalunha devido à situação de instabilidade política e para sossegar os seus clientes e acionistas preocupados com a possibilidade da empresa poder ficar fora da zona euro no caso de a região se tornar independente.

 

 

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